Família de Palmas busca apoio para tratamento de bebê

Ingri, Suzan e Arthur estão morando desde setembro em Curitiba (Crédito: Arquivo pessoal)

O pequeno Arthur Gabriel Doner dos Santos tem pouco mais de um ano de idade. Ele mora com sua mãe, Suzan, no bairro Hípica, em Palmas, no mesmo terreno em que seus avós maternos, mas em casas separadas.

Desde os oito meses, por sua vez, ele está em um endereço temporário com sua mãe e a avó, Ingri, em uma quitinete em Curitiba. Isso porque foi diagnosticado com câncer [carcinoma de suprarrenal].

De acordo com Suzan, tudo começou no mês de julho do ano passado, quando o bebê ficou engripado e os antibióticos não adiantavam.

“A cada 15 dias ele tinha que consultar. Em agosto ficou duas vezes internado em Palmas, com as despesas mantidas pela família, com suspeita de bronquite. Porém, ele ficou bom e foi para casa”.

Alguns dias depois, apareceu uma bola na barriga de Arthur e a sua temperatura estava entre 38,5 e 39º. Com isso, a família levou o bebê ao hospital, onde foi internado e passou por vários exames, como raio-x, ultrassom, além de exames de sangue.

“Nisso, apontou que o fígado estava muito grande e foi diagnosticado com hepatomegalia (crescimento excessivo no fígado). Assim, realizaram exame de sangue para covid-19, para que fosse transferido para Curitiba. Antes disso, ficou internado na UTI da Policlínica, em Pato Branco, até sair o resultado. Quatro dias depois, com o resultado do exame, fomos transferidos para Curitiba, no avião do Samu”, relembra a mãe.

Lá, novos exames foram feitos, por meio dos quais apontaram uma massa muito grande na barriga de Arthur. Até então, segundo Suzan, a suspeita era de neuroblastoma, câncer maligno muito comum nessa idade.

“Fizeram a primeira biópsia e deu negativo, porém, na segunda biópsia deu positivo para carcinoma de suprarrenal, no Hospital Pequeno Príncipe, em Curitiba. Esse tumor é comum em crianças acima de quatro anos. Surgiu antes no Arthur, porque ele fez um exame chamado P53, que constou positivo para mutação genética. Minha família e eu fizemos o exame em Palmas e constou que eu passei essa mutação, esse tipo de câncer, para o meu filho”.

Quimioterapia

De acordo com a avó de Arthur, como o tumor é muito grande, os médicos optaram por fazer quimioterapia. “Ele fez dois ciclos de quimioterapia, que não diminuiu em nada o tumor. Assim, no dia 30 de novembro do ano passado, optaram por tentar tirar o tumor, porque estava resistindo ao tratamento mais forte e os médicos estavam receosos de que aumentasse”.

O bebê ficou durante cinco horas na sala de cirurgia, na qual não foi possível tirar o tumor. Após isso, ele ficou 16 dias na UTI e, quando saiu, começou a fazer semanalmente quimioterapia, que vem do exterior. O tratamento está sendo custeado pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

“Ele já fez dois ciclos, de quatro semanas. Agora vamos iniciar os exames de imagem novamente, para ver se o tumor diminuiu e operar novamente para tirá-lo”, diz a avó, acrescentando: “Porém, mesmo depois de tirar o tumor, Arthur precisará fazer mais ciclos de quimioterapia, porque o câncer pode voltar ainda mais agressivo”.

Auxílio

Como o bebê precisa de acompanhamento o tempo todo, a mãe e a avó estão desempregadas no momento. Para se manter fora de casa, elas contam com o apoio dos tios da criança, por meio do bolsa família; do avô materno; pensão do pai; além de ações beneficentes [rifa e pastelada].

“Trabalhar no momento não está ao nosso alcance, porque qualquer febre que o Arthur tiver precisamos levá-lo direto ao hospital”, justifica a mãe.

Como Suzan, Ingri e Arthur estão morando de aluguel, e também há a necessidade de adquirir alguns medicamentos [que não são possíveis de conseguir gratuitamente], além de leite e outros auxílios, a família está organizando nesse momento uma macarronada com galeto assado, prevista para ocorrer entre o fim de março e início de abril.

De acordo com a avó, o ingresso será vendido a R$ 20, a partir dos próximos dias, com os tios de Arthur e em algumas empresas. O almoço será somente para retirar e levar para casa, o qual será preparado na própria residência de Suzan. Ela também informa que serão colocados à venda 300 ingressos.

“O valor arrecadado será tanto para medicamentos, como para comprar leite orientado pelos médicos, fraldas, lenços e pomadas; além de máscaras e luvas descartáveis, uma vez que como Arthur toma quimioterapia via oral, de seis em seis horas, se faz necessário para administrar esse tratamento”.

Caso outras pessoas queiram colaborar, além de adquirir a macarronada, podem entrar em contato pelos telefones (46) 9 8401-6105, com Victor, irmão de Suzan; ou (46) 9 8400-7046, com Ingri.

“Agradeço a todos que já colaboraram e vierem a colaborar. Também deixo um alerta para os pais que fiquem mais atentos aos seus filhos. Porque o câncer no Arthur se manifestou de forma diferente do normal. Todo cuidado é pouco. Qualquer febre, leve urgente ao pronto-socorro e exija exames”, finaliza.