Região

Feira de artesanato das aldeias Kaingang e Guarani acontece em Chopinzinho

A feira é uma maneira de manter viva a cultura das aldeias indígenas - Eliane Piaia/Divulgação

Foi realizada na quarta-feira (14), mais uma edição da feira de artesanato das aldeias Kaingang e Guarani. A exposição ocorre no espaço da feira da agricultura familiar, local administrado pela Associação de Mulheres Rurais (AMR), na área central de Chopinzinho.

Em novembro a feira vai acontecer no dia 4 com a aldeia Guarani, e no dia 5, com a aldeia Kaingang. A Terra Indígena reúne as aldeias Chopinzinho, Coronel Vivida e Mangueirinha, mas as artesãs que participam da feira, são de comunidades que pertencem a Chopinzinho (Passo Liso e Palmeirinha Guarani)

É a equipe volante que integra o Centro de Referência de Assistência Social (Cras) que organiza a questão logística da feira, o espaço, transporte e a alimentação. Segundo a Secretária Municipal de Assistência Social, Eliane Piaia, foram as próprias artesãs que reivindicaram a realização dessa feira.         

Valorização do trabalho artesanal

Em média, seis à dez expositores participam da feira. A principal matéria prima utilizada é a taquara e com as fibras são produzidas as tuias, cestos, peneiras e fruteiras. Também é utilizado cipós, penas, sementes e madeira. Os valores dos artesanatos variam de R$5 à R$100.

Os artesanatos mais vendidos são os cestos, filtros dos sonhos, colares e pulseiras. Ainda é possível encomendar produtos ao gosto de cada cliente, mantendo um vínculo do comprador com as artesãs.

Eliane acredita que a realização da feira é uma maneira de reconhecimento às aldeias. “A valorização deles e do que produzem, de se sentirem acolhidos pela sociedade e incentivados a manterem suas práticas artesanais”, disse.

É importante que os artesanatos estejam acessíveis para toda a população, pois algumas comunidades são distantes da cidade. A secretaria destaca também que é uma maneira de valorização da cultura indígena. “Produtos são feitos com materiais da própria natureza, o que contribui com o meio ambiente, e também na questão econômica com a comercialização”, acrescenta que os artesanatos servem como renda extra para essas famílias expositoras.

Público da feira

Devido a pandemia, foi adiado o início das feiras, por isso somente em outubro as atividades começaram estando previstas edições até o final do ano.

Na última feira realizada, cerca de 100 pessoas visitaram o local. “Houve uma boa visitação e compra por parte de quem passou pela feira, porém, precisamos que se torne uma prática para a sociedade”, enfatiza Eliane para que uma maior parcela da população tenha acesso aos artesanatos.

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