Economia

Maior fábrica de queijos do país terá sede em São Jorge D’Oeste

Prefeito de São Jorge D'Oeste, Gilmar Paixão; governador Ratinho Junior; e o superintendente da companhia, César Helou - Crédito: AEN

AEN

São Jorge D’Oeste, município com pouco mais de 9.000 habitantes, vai abrigar a maior fábrica de queijos do Brasil. A unidade é da Piracanjuba e ficará em um espaço de 48,74 hectares, nas margens da PR-281. O anúncio foi feito nesta terça-feira (21), em solenidade com a presença do governador Carlos Massa Ratinho Junior.

A previsão inicial de investimento é de R$ 80 milhões e a expectativa é de geração de 300 empregos diretos. Inicialmente, a fábrica deverá processar cerca de 600 mil litros de leite por dia. Porém, a capacidade de processamento da unidade vai ultrapassar os 2 milhões de litros por dia quando estiver em pleno funcionamento.

O governador afirmou que este empreendimento demonstra a força do Paraná, que segue atraindo investimentos mesmo com a crise derivada da pandemia do novo coronavírus.

“Esta indústria reforça a vocação regional, já que o Sudoeste é a maior bacia leiteira do Estado. Então a nossa produção será industrializada aqui, gerando mais valor agregado”, disse o governador. Ele destacou a importância da produção leiteira paranaense, que processa mais de 4 bilhões de litros de leite por ano e é a segunda maior do País.

O superintendente da companhia, César Helou, destacou que o projeto inicial passou por uma reformulação, que fará da unidade uma das mais importantes da Piracanjuba. “Esta não será apenas mais uma, mas sim a maior fábrica de queijo do Brasil, além de uma pequena fábrica de leite longa-vida e uma de manteiga”, disse Helou, acrescentando: “Estamos ainda calculando qual será o investimento total nesta fábrica”.

Potencial

O prefeito de São Jorge D’Oeste, Gilmar Paixão, reforçou que estes avanços ampliam ainda mais o potencial industrial do município. “É um momento histórico para o nosso município, uma oportunidade que São Jorge D’Oeste tem de agregar valor, produzindo o leite e transformando aqui, para gerar emprego e renda”.

Esta será a segunda unidade própria da Piracanjuba no Paraná. A outra fica em Sulina, e entrou em funcionamento em setembro do ano passado. Com capacidade para processar 150 mil litros de leite por dia, a indústria gera 70 empregos diretos na produção de queijo. Há ainda duas unidades de resfriamento de leite, em Itapejara D’Oeste e em Cascavel, ambas alugadas.

Leite

O secretário de Estado da Agricultura, Norberto Ortigara, lembrou que o leite é o quarto produto em geração de valor nas propriedades rurais do Paraná. “São entre 70 mil a 80 mil famílias paranaenses produzindo leite todo dia no Estado”, destacou.

Pesquisa da Pecuária Municipal (PPM) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) confirma que o Paraná passou de terceiro para segundo maior produtor de leite do Brasil – foram 4,4 bilhões de litros produzidos em 2018. O Estado fica atrás da Minas Gerais e na frente do Rio Grande do Sul.

Castro, nos Campos Gerais, lidera a produção brasileira com 292 milhões de litros. Em segundo lugar está o município de Patos de Minas (MG), que produziu 193 milhões de litros. No Paraná, outro destaque é Carambeí, com 180 milhões de litros, que ocupa a terceira posição no ranking nacional.

Infraestrutura

O Governo do Estado vai investir para melhorar a infraestrutura em São Jorge D’Oeste. A Secretaria de Estado do Desenvolvimento Urbano e Obras Públicas formalizou convênio com a prefeitura para a construção de um trevo na PR-281, que vai facilitar o deslocamento para o setor industrial da cidade.

O valor da obra é de R$ 1,3 milhão, e conta com investimento a fundo perdido pelo Plano de Apoio aos Municípios (PAM). “Este é um incentivo do Governo do Estado para potencializar este empreendimento, que vai gerar empregos e arrecadação de impostos”, disse o secretário do Desenvolvimento Urbano e Obras Públicas, João Carlos Ortega.

Diversificação

São Jorge D’Oeste fica às margens do rio Iguaçu e abriga a terceira maior hidrelétrica do Sul do Brasil: a Usina de Salto Osório. O município conta, ainda, com um complexo turístico, com casas de veraneio nas praias artificiais que foram formadas no lago da usina.

Agora, a economia desponta também na área industrial, sediando importantes indústrias na área do vestuário e a Mocelin, segunda maior fabricante de extintores do país.

Piracanjuba

A empresa nasceu em 1955, sendo que a primeira unidade foi instalada na cidade de Piracanjuba (GO), o que deu origem ao nome da marca. Mais tarde, em 1986, a empresa mudou para Bela Vista de Goiás.

Hoje, a empresa pertence ao Grupo Laticínios Bela Vista e possui um portfólio com mais de 160 produtos. A empresa reúne sete Unidades Fabris, localizadas em Bela Vista de Goiás, Governador Valadares (MG), Maravilha (SC), Sulina (PR), Araraquara (SP), Três Rios (RJ) e Carazinho (RS).

As fábricas têm capacidade de processar mais de 6 milhões de litros de leite por dia, mobilizando quase 3,2 mil colaboradores diretos. A companhia é uma das quatro maiores indústrias de laticínios do Brasil.

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