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Novas UTIs exclusivas para covid-19 são credenciadas no Sudoeste

Seis novos respiradores mecânicos foram entregues pelo Estado ao Hospital Santa Pelizzari em Palmas nesta terça-feira (4). Assim, os equipamentos que são oriundos do Ministério da Saúde passam a ampliar a rede de atendimento exclusivo da covid-19 no Sudoeste.

Segundo dados da Secretaria Estadual de Saúde (Sesa), são 54 hospitais no Estado que possuem atendimento exclusivo para a doença, o que totaliza no mento 1.079 leitos de UTI adulta.

Na área de abrangência da 7ª Regional de Saúde, desde que o plano de contingência da covid-19 passou a ser efetivado, foram ampliados ou abertos leitos UTI em Pato Branco e Chopinzinho.

Segundo o chefe da Casa Civil, Guto Silva ““Estes equipamentos são importantes porque servem como retaguarda hospitalar, que está bem distribuída no Estado. A estratégia da Saúde foi justamente essa, de ampliar as estruturas, compreendendo que todos esses leitos fazem parte de uma grande rede de atendimento e agora a região sudoeste terá mais condições e segurança para que as famílias possam ser atendidas mais próximas de casa.”

O diretor-geral da Sesa, Nestor Werner Júnior destacou que desde o início da pandemia, a secretaria passou a fazer um planejamento para a estruturação da rede de atendimento, que se consolidou em todas as regionais do Estado. “Em todas as regiões que tem esses leitos disponibilizados, então isso fortalece a rede de Atenção à Saúde”, afirmou.

Ele ainda destacou que o custeio dos novos leitos durante a pandemia fica a cargo da Sesa, no valor equivalente a R$ 800 pela disponibilidade e mais R$800 pela ocupação, chegando ao repasse de até R$ 480 mil por mês.

“Tínhamos cinco leitos e agora pudemos dobrar este número. Felizmente nosso município não teve nenhum óbito pela doença até o momento e queremos continuar assim, prestando atendimento aos que necessitarem”, disse o diretor do hospital, Ademir Pelizzari.

Além de destacar a incorporação de novos leitos para o enfrentamento da pandemia, o prefeito Kosmos Nicolau aproveitou a oportunidade para pedir novos investimentos em saúde para o Município.

Ele lembrou que pacientes oncológicos deslocam-se semanalmente para tratamento em Pato Branco, fazendo uma longa jornada pela PR-280, me busca de tratamento, gerando um grande desgaste dos pacientes. Kosmos também pediu a abertura de leitos UTI Neonatal.

O deputado Paulo Litro, lembrou que o Estado vem fazendo o possível para aumentar o número de leitos UTI , para assim não estrangular o sistema de saúde.

Já o deputado Luiz Fernando Guerra falou em competência, na gestão da pandemia.

UTI pediátrica

Atualmente a macrorregional Oeste, — onde estão inseridas as Regionais de Saúde de Foz do Iguaçu, Cascavel, Toledo, Pato Branco e Francisco Beltrão —, é a que apresenta a maior taxa de ocupação UTI pediátrico do Estado, bem como de leitos enfermaria.

Segundo o boletim diário da Sesa, divulgado na terça, dos dois leitos UTIs Pediátricos exclusivos para covid-19 na macrorregional, um estava ocupado (50%), enquanto que na macrorregional Leste dos 21 leitos desta natureza, seis estavam ocupados, apresentando uma taxa de ocupação de 29%.

O chefe da 7ª regional de Saúde, Anderson Nesello destaca que a taxa de ocupação dos leitos UTI pediátricos é sim uma preocupação, uma vez que somente a regional na área de abrangência da macrorregional possui leitos desta natureza.

Ele lembrou que já houve momentos em que a taxa de ocupação dos leitos UTI pediátricos chegou a 100% e revelou que está sendo mantido contato com os hospitais para a ampliação destes leitos, contudo, a disponibilização de novas unidades, segundo ele, vem esbarrando na falta de profissionais disponíveis na rede para fazer o atendimento.

Momento crítico

Frente a crescente de casos no Estado, o diretor-geral da Sesa, Nestor Werenr Junior definiu que o Paraná vive um período crítico de enfrentamento. “[Estamos] Passando pelo inverno e, obviamente, temperaturas mais baixas. A covid-19 é uma doença de hábito. As pessoas ficam mais próximas umas das outras, em ambientes mais fechados. Nós já vínhamos falando isso desde o começo do enfrentamento, que teríamos problemas mais contundentes durante o inverno”, disse reconhecendo que a sociedade não aguenta mais medidas restritivas impostas para o combate da doença, e assim insistiu nas medidas sanitárias, com máscara, higienização das mãos, uso de álcool gel e distanciamento social entre as pessoas.

Nestor disse que o elevado número de testes que vem sendo realizado no Estado, não apenas resulta em altas de casos, mas também devem permitir entender o comportamento da doença nos próximos 30 dias. “Nós temos a expectativa de que o mês de setembro seja um pouco menos ruim, do ponto de vista epidemiológico, do ponto de vista do número de casos e do número de óbitos”, disse.

Ainda com relação a testes, o diretor-geral pontuou a possibilidade de uma parceria com Israel, que pode se concretizar nos próximos dias.

Conforme ele, o estudo já passou pelo comitê de ética e que vai ser colocado à prova a partir da próxima semana. “É o desenvolvimento de um teste que diminui o tempo de diagnóstico, que pode também ter um impacto na identificação das pessoas contaminadas e que pode ajudar no combate mais rápido e mais efetivo com o isolamento mais concreto dos contaminados.”

Medidas restritivas

No mês de julho, o Estado apontou medidas restritivas para oito Regionais de Saúde [inicialmente sete e posteriormente mais uma] que estavam com elevado número de casos, mas também de mortalidade e ocupação de leitos UTI exclusivos covid-19.

Nestor avalia que “a sociedade não aderiu da forma tal qual nós gostaríamos. E também não é possível impor uma situação que a sociedade não quer mais entender como sendo prerrogativa de existência, prerrogativa de vida, depois de 130, 140 dias de pandemia”, afirmou, observando que “estão todos muito cansados.”

Ele revelou que não mais será tomada medida restritiva. “Não há na mesa de trabalho, nos próximos dias, a possibilidade de um lockdown como muita gente vinha falando”, revelando que a estratégia que vem sendo adotada pelo Estado é a do convencimento das pessoas para que se protejam e aos outros, assim diminuição da velocidade da transmissão.

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