Região

Partos prematuros no Sudoeste diminuem em comparação com anos anteriores

Sudoeste registrou 782 nascimentos prematuros até 1º de dezembro deste ano - Crédito: Clevis Massolla

Neste ano, 782 crianças da região nasceram antes do prazo estimado; maior parte delas é do sexo masculino

Até a última terça-feira (1º), 782 crianças nasceram prematuras no Sudoeste. Entre elas, 410 pertencem à microrregião da Oitava Regional de Saúde (RS) e 372 à área de Pato Branco. As informações são da Secretaria da Saúde do Paraná (Sesa).

Conforme os dados divulgados ao Diário do Sudoeste, os partos prematuros na região, registrados neste ano até o período, são menores do que em 2019, em que haviam sido contabilizados 997 nascimentos antes da hora. Destes, 586 foram apontados na regional de Beltrão, que abrange 27 municípios do Sudoeste, e 411 na microrregião de Pato Branco, composta por 15 localidades. 

De acordo com o levantamento, os municípios de Pato Branco e Francisco Beltrão, — os dois maiores em extensão e população na região —. são os que mais registram prematuros. Pato Branco, pertencente a 7ª RS somou, somente neste ano, 137 partos prematuros, demonstrando uma crescente nos casos desde 2018. Já Beltrão que contabiliza, até o momento, 121 nascimentos antes da hora, vem apresentando uma queda gradual nos casos nos últimos três anos.

7ª Regional de Saúde

Além de Pato Branco, Palmas, com cerca de 50 mil habitantes, se destaca na incidência de prematuridade na área da regional, tendo contabilizado, em 2020, 64 nascimentos antes do momento, frente a 56 no ano anterior e 70 em 2018.

Na microrregião, os municípios de Chopinzinho, Coronel Vivida, Mangueirinha e Clevelândia são os que registram ao menos, 20 casos de nascimentos precoces.

8ª Regional de Saúde

Na Regional de Francisco Beltrão, além do município sede, Dois Vizinhos, Santo Antônio do Sudoeste, Marmeleiro e Capanema são que somam, pelo menos 25 casos de nascimentos prematuros até o início deste mês.

Na microrregião, o município de Boa Esperança do Iguaçu, que somou quatro casos de partos precoces, tanto em 2018 quanto em 2019, não registrou nenhum nascimento antes da hora, neste ano, até o período.

Na 8ª RS, são contabilizadas 131 mortes de crianças prematuras, desde 2018 até dezembro deste ano. Conforme os dados da Sesa, somente em 2021, 36 crianças prematuras morreram na regional

Idade das mães

Os dados dos últimos três anos apontam que, 45% das mães de crianças prematuras no Sudoeste encontram-se entre os 20 a 30 anos de idade. Desde 2018, as 7ªe 8ª Regionais de Saúde contabilizaram o parto antes da hora de 1.197 mulheres nesta faixa etária.

Mães entre 30 e 39 anos de idade encontram-se em segundo lugar na região quando o assunto é nascimento prematuro. Já as que estão na faixa dos 15 a 19 anos, ficam em terceiro lugar no ranking.

Perfil das crianças prematuras

Tanto na microrregião de Pato Branco quanto na de Francisco Beltrão, a maior parte das crianças que nascem antes da hora são do sexo masculino. Entre 2018 até o momento, foram registrados 1.441 meninos prematuros e 1.237meninas.

Ainda de acordo com os dados da Sesa, a maioria dessas crianças nasceram entre a 32ª e 36ª semana gestacional. 

Cecília e Rafaela

Irmãs pato-branquenses nasceram com 29 semanas de gestação
 
Crédito: Divulgação

Univitelinas, as irmãs pato-branquenses, Cecília e Rafaela, nasceram em 20 de outubro de 2015, com 29 semanas de gestação. As pequenas, passaram seus primeiros sessenta dias de vida internadas em leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Segundo a mãe, Bruna Carolina dos Passos Silva, as meninas passaram os primeiros meses lutando contra problemas no coração [é o caso da Rafaela] e no intestino [situação que ocorreu com a Cecília]. 

“Minha gestação foi tranquila, até a 27ª semana. A partir dali, descobrimos a TFF [Síndrome da Transfusão Feto-Fetal]. Com isso, meu obstetra me internou para monitorar elas e tentar adiar o parto ao máximo. A ideia era segurar pelo menos mais cinco semanas. Porém, após uma ultra de rotina, vimos que a Ceci estava em sofrimento fetal e perdendo peso. O médico achou melhor interromper naquela mesma noite”, conta emocionada a mãe lembrando que antes de entrar para a sala de parto já sabia que apenas uma filha poderia nascer viva.

Indo contra o previsto, as duas meninas nasceram com vida. Cecília chorava e Rafaela não, por isso, precisou ser entubada. “Foi aí que começamos nossa caminhada de cti-neonatal.”

Hoje, com cinco anos de idade, as duas pequenas estão bem e não apresentam nenhum problema de saúde.


Após nascimento prematuro, Celília e Rafaela se recuperaram dos problemas no coração e no intestino e hoje, com cinco anos de idade, estão bem
 
Crédito: Divulgação  
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