Região

Pedágio no Sudoeste é discutido em audiência pública nesta manhã

Governo Federal estuda nova praça de pedágio no km 230,4 da PR-280, a cerca de seis km de Vitorino - Crédito: Marcilei Rossi

Lideranças locais e representantes de diversos núcleos setoriais se reúnem com a Frente Parlamentar sobre o Pedágio em Francisco Beltrão na Amsop

Hoje (19), lideranças do Sudoeste participarão de uma audiência pública com a Frente Parlamentar sobre o Pedágio, da Assembleia Legislativa do Paraná (Alep), para debater o modelo de concessão de pedágio na PR-280, proposto pelo Governo Federal. A audiência acontece as 9h na sede da Associação dos Municípios do Sudoeste do Paraná (Amsop) em Francisco Beltrão.

De acordo com o projeto de concessões do Corredor Sudoeste, proposto pelo Ministério da Infraestrutura, a região contará com duas praças de pedágio — uma no km 513 da PR-182, a cerca de sete km de Ampére, e a outra, apesar do Governo Federal se referir como praça de Pato Branco, será instalada no km 230,3 da PR-280, a seis km distante de Vitorino. Os dois pontos, com sentido para Francisco Beltrão, ficarão a 80 km de distância entre si.

Além dos líderes locais, a Federação das Empresas de Transporte de Cargas do Estado do Paraná (Fetranspar), também participará do encontro representando mais de 20 mil empresas de transporte de cargas do Estado.

Devido as medidas de combate ao contágio da covid-19, poderão participar, presencialmente, do debate apenas líderes locais, representantes de diversos núcleos setoriais e deputados, porém, comunidade terá acesso à audiência através de transmissões ao vivo, tanto na TV Assembleia quanto no site e redes sociais do Legislativo.

Proposta do Governo Federal

O modelo de concessão proposto pelo Governo Federal apresentado ao Estado estabelece um leilão híbrido com desconto máximo de 17% na primeira fase de concessão das praças de pedágio e depois, na segunda fase, prevê o desempate através de outorga, ou seja, empresa que oferecer maior pagamento ao Governo ficará com a concessão.

Outra proposta apresentada pelo Governo Federal diz respeito a um acréscimo de 40% nas tarifas após duplicação de todos os trechos que receberão praças de pedágio.

O Governo Federal também propôs a exclusão da extensão da PR-280, entre Pato Branco e Palmas (trevo do Horizonte) e, por fim, sinalizou para um contorno entre Francisco Beltrão e Marmeleiro.

Contrapropostas

Na última sexta-feira (12), membros da Amsop se reuniram e criaram contrapropostas ao modelo de concessão do Governo Federal. No debate, ficou definido que, hoje, será apresentado à Frente Parlamentar sobre o Pedágio um manifesto com alterações no projeto inicial.

A posição da associação hoje deve ser contrária ao modelo híbrido e que apoia a concessão das rodovias pelo menor preço sem outorga e sem limite de desconto; deve solicitar uma redução nas tarifas dos trechos duplicados, de 40% para 30%; a inclusão no lote 6 (PR-280), do trecho entre Pato Branco e Palmas (trevo do Horizonte), sem duplicação, com tarifas reduzidas apenas para a manutenção do trecho; um estudo para alteração do traçado do contorno entre Francisco Beltrão e Marmeleiro, proposto pela Associação Comercial e Industrial de Marmeleiro (Acimar).

Ao Diário do Sudoeste, Nilson Feversani, presidente da Amsop, disse que a associação busca um pedágio “que seja cabível a esse momento, que seja sensato e com um valor não muito agressivo, que dê para todo mundo trabalhar. E o usuário tem que ter um valor que seja razoável ao momento.”

O que diz o setor de transportes na região

Conforme Gilberto Gomes da Silva, diretor do Sindicato dos transportadores Autônomos de Cargas de Francisco Beltrão e Região Sudoeste do Paraná (Sindicat), uma parte do setor de transportes vê a implantação do pedágio como um mal necessário para a região, “que precisa se desenvolver.”

Ele relembra que, em 2016, o setor lutou contra uma praça de pedágio na região e conseguiu vitória. “A imagem que ficou foi que nós ganhamos aquela luta, mas na verdade, perdemos. Olha como estão as rodovias. Com a chegada do pedágio, a região pode se desenvolve mais. Gastos com manutenção podem diminuir”, disse.

Para o diretor do Sindicat, o pedágio pode atrair mais investimentos no Sudoeste. No entanto, como ele aponta, é necessário uma implantação justa com todos os setores. “Apoiamos a ideia mas, lógico que nós somos contra esse modelo de concessão que estão querendo implantar. Com uma outorga que mascara todo o valor de tarifa reduzida, esse degrau tarifário de 40% de que entregou a rodovia duplicada, automaticamente, se cobra esse valor, é um absurdo. Tem que rever esses valores. Tem que ser um valor aproximado do de manutenção da rodovia, mas não de lucro absurdo como as concessionarias terão ou a concessionaria terá.”

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