Região

Pomar é implantado na terra indígena de Mangueirinha

Pomar em forma de círculo possui área de um hectare e conta com 90 mudas de espécies nativas - Foto: Divulgação

Fruto de um projeto ambiental o pomar, composto por 90 mudas de espécies nativas, busca resgatar a cultura indígena através de estudos ambientais

Na última semana, foi finalizada a implantação de um pomar na terra indígena de Mangueirinha. A iniciativa faz parte do projeto socioambiental, Plantando Conhecimento, que tem por objetivo resgatar a cultura indígena através da educação ambiental.

Com área aproximada de um hectare, o pomar foi construído atrás do Colégio Estadual Indígena Kokoj Ty Han Já, de uma maneira nada convencional — em forma de círculo.

Segundo o engenheiro agrônomo responsável pelo aporte técnico do projeto, o indígena Joel Anastácio, o pomar foi estruturado de acordo com as crenças indígenas. “É um pomar em círculo porque acreditamos que tudo que envolve a relação homem e meio ambiente precisa ter uma aliança, onde o humano depende muito mais da natureza, do que ela de nós”, explicou Anastácio comentando que o círculo, para os índios, “representa a união entre indígena e meio ambiente.”

Projeto e a pandemia

Inicialmente, a implantação do pomar estava prevista para abril. No entanto, com a pandemia do novo coronavírus o projeto precisou ser adiado, pois, tinha como objetivo inicial envolver os estudantes do Colégio Estadual Indígena Kokoj Ty Han Já.

Mesmo com a espera para o retorno das aulas escolares presenciais, os indígenas já vinham realizando o preparo do solo, a análise química, e a adubação do local. Porém, não puderam esperar mais para o plantio das árvores e por isso, a etapa inicial não contou com a presença dos estudantes, como era previsto no início do ano.

Mesmo assim, a intenção é que os alunos participem dos cuidados com o pomar após o retorno das atividades escolares presenciais.

Além da escola estadual, estão envolvidos na ação a Associação Sócio Ambiental Indígena Kaingang Guarani (ASAIKG), a prefeitura de Mangueirinha e o Horto Florestal da Copel, situado em Reserva do Iguaçu, que doou as mudas para o pomar.

Plantas

No pomar, foram plantadas 90 mudas de oito espécies nativas, que foram escolhidas com o objetivo de retomar parte da história indígena. Segundo Anástacio, as plantas selecionadas serviram como base de alimento do povo indígena, antigamente. “Hoje, nós deixamos de lado ou acabamos esquecendo delas. Mas, elas fizeram parte de toda resistência Kaigang, Guarani ou qualquer outra etnia.”

Foram plantadas no pomar mudas de Capote, Uvaia, Jabuticaba, Cereja Vermelha, Cereja Amarela, Guabiju, Goiaba da terra e Pitanga.

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