Região

Sesa aponta 200 novos casos de coronavírus no Sudoeste

Dois Vizinhos foi o município que mais casos registrou nas últimas 24h (Crédito: Jaelson Lucas/AEN)

Entre os informes epidemiológicos de quarta (19) e dessa quinta-feira (20), a Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) divulgou que houve 200 novos casos registrados de coronavírus no Sudoeste. Com isso, chegando a um total de 4.536 pessoas infectadas, das quais 2.706 estão recuperadas.

Do total divulgado no último boletim, 32 pertencentes à 7ª Regional de Saúde, que abrange os 15 municípios da microrregião de Pato Branco. Já os outros 168 são pertencentes à 8ª Regional de Saúde, a qual compreende os 27 municípios da microrregião de Francisco Beltrão.

Da microrregião de Pato Branco, os novos casos foram confirmados nos seguintes municípios: Chopinzinho [2], Clevelândia [3], Coronel Domingos Soares [2], Coronel Vivida [1], Itapejara D’Oeste [19], Palmas [2] e Pato Branco [3].

Na 8ª RS, por sua vez, os novos exames positivados são de: Barracão [1], Boa Esperança do Iguaçu [2], Capanema [7], Cruzeiro do Iguaçu [5], Dois Vizinhos [47], Enéas Marques [11], Francisco Beltrão [27], Marmeleiro [1], Nova Esperança do Sudoeste [4], Pérola D’Oeste [1], Planalto [36],  Realeza [1], Renascença [3], Salto do Lontra [9], São Jorge D’Oeste [11] e Verê [1].

Quanto aos óbitos, a região teve um novo registro entre quarta e quinta-feira, ocorrido no município de Francisco Beltrão. Com isso, chegando a 69 casos que não resistiram as complicações causadas pela doença.

Regionais

O Diário do Sudoeste entrou em contato com os chefes da 7ª e 8ª Regionais, sobre a quantidade expressiva de casos no Sudoeste. Para Maria Izabel da Cunha, que chefia a 8ª Regional da Saúde,“todos sabemos que a covid-19 é uma doença altamente contagiosa e que, em algum momento, acontecerá o pico na curva de casos confirmados. No Paraná, isso já ocorreu na maioria das regiões do Estado, como no Oeste, em Cascavel e Foz do Iguaçu; e na região metropolitana do Estado. O Sudoeste está passando por esse momento agora”, declara.

Ela afirma que as medidas necessárias para controle da velocidade do contágio estão sendo continuamente adotadas. Disse também que existe um trabalho permanente dos técnicos da regional e dos municípios com foco no isolamento dos casos suspeitos e confirmados, bem como no monitoramento dessas pessoas e seus contatos.

“Com isso, buscando assegurar que as medidas sejam respeitadas e que os pacientes sejam assistidos o mais precocemente possível, evitando complicações e diminuindo o número de óbitos”.

Para Anderson Nezello, chefe da 7ª regional, essa é uma projeção que se dá por conta do relaxamento. Ele destaca que o Sudoeste é uma região que, desde o início da pandemia, não teve um impacto tão grande, como ocorreu em Cascavel, Toledo e Foz do Iguaçu, que tiveram em determinados momentos intervenção do Estado, com maior incisão.

“Como nós e a 8ª RS dispomos de poucos leitos, acabou tendo um relaxamento natural, por parte de alguns executivos municipais na 8ª RS, e acabou tendo uma contaminação maior. E, obviamente, aparecem mais casos. Tanto de isolamento domiciliar, quanto de enfermaria e de UTI. Apesar de que ainda continuamos com uma taxa hospitalar bastante baixa”.

Nezello diz que, mesmo a região estando no topo, já se observa o início de um decréscimo. “Ele [desempenho regional] está relacionado diretamente ao afastamento das pessoas. Conforme observamos nos mapas, quando conseguimos chegar a mais do que 50% de isolamento social, impacta diretamente no quantitativo de casos e, obviamente, a procura de enfermarias e leitos de UTI. Mas faz parte do processo”.

O chefe da 7ª RS acredita “que estamos iniciando uma diminuição, a partir de agora. Se as pessoas, nesse momento, entenderem isso e acabarem colaborando no processo do isolamento social, nós vamos ter sim diminuição de casos”.

Pedido

Na quarta-feira (19), o Município de Pato Branco divulgou vídeo do prefeito Augustinho Zucchi, pedindo a compreensão da população para evitar a proliferação do coronavírus.

Falando diretamente com as famílias, disse ser um pedido de insistência e afirmou estar difícil para todos. “Não é fácil usar máscara, as nossas crianças estão em casa, não podem ir para aula, nós temos muita gente, lamentavelmente, que perdeu o emprego, outras tantas perderam a renda familiar em empresas que não estão funcionando”.

“A doença cresce de forma rápida, os hospitais estão lotados, as pessoas que foram para UTI, mesmo com todos os medicamentos, quando do agravamento do quadro, foram a óbito”, lembrou apelando “não se aglomerem”.

Afirmou, ainda, que os próximos 15 dias serão “cruciais, segundo os especialistas”, para Pato Branco e região, ele agradeceu quem está colaborando para a não propagação do vírus.

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