Saúde

Higiene bucal evita diversas doenças

Existem diversas doenças que afetam a cavidade oral: dentes, mucosa, língua, gengiva e lábios. Entre elas, a cirurgiã dentista Isadora Benato cita as doenças mais comuns. As que mais encontramos no dia a dia no consultório são a cárie e a doença periodontal, ou seja, a gengivite e periodontite.A placa, formada por acúmulo de bactérias na superfície dos dentes, quando não é tratada, resulta em cáries e doenças periodontais. Estas bactérias acumuladas produzem toxinas que cavitam a estrutura dental, originando a cárie. Outra consequência desse acúmulo bacteriano é o cálculo ou tártaro dental, que afeta os tecidos que envolvem os dentes (gengiva e osso), ocasionando doença periodontal.

A cárie e a doença periodontal podem levar até mesmo à perda do dente se não tratadas ou caso precisem de um tratamento mais longo e oneroso, explica Isadora.Já as doenças gengivais, alerta a profissional, destroem todo o tecido de suporte dos dentes, que causariam mobilidade e até perda dentária, além de diminuir significativamente a quantidade de suporte ósseo, dificultando, muitas vezes, um tratamento futuro.Evitar estas doenças é fácil e também acessível. Basta higienizar a cavidade oral através da escovação e o uso do fio dental. Lembre-se sempre que é aconselhável visitar seu dentista periodicamente, a fim de rastrear estas doenças em estágio inicial, e tratá-las, alerta Isadora. A escovação deve ser feita com calma e tempo, idealmente com uma escova macia e em bom estado de conservação.

A quantidade de creme dental não precisa ser maior que um grão de arroz e nunca podemos esquecer do fio dental. Existem várias técnicas de escovação, e o dentista orienta a técnica mais adequada para cada paciente. O tratamento realizado pela intervenção de um cirurgião dentista remove a placa na profilaxia (limpeza) e a cárie com sua remoção e restauração.Já sobre os tipos de lesões bucais, Isadora citou várias. Desde aftas até o câncer bucal, toda lesão deve ser avaliada por um cirurgião dentista, que irá diagnosticar, acompanhar e tratar do problema, diz.

O tratamento varia conforme a lesão, por isso é importante o diagnóstico por um profissional que definirá o melhor tratamento, seja medicamentoso ou cirúrgico.Qualquer dúvida sobre a cavidade oral e doenças bucais deve ser esclarecido por um cirurgião dentista. Ele irá instruir o paciente e tratar o problema da melhor forma, buscando o diagnóstico precoce e ao tratamento ideal para cada pessoa, obtendo os melhores resultados, tendo em vista a saúde, a estética, e consequentemente, um menor custo ao paciente, indica

Beijo funciona como vacina

Pode beijar à vontade: você não vai pegar sapinho e herpes de ninguém. Pelo contrário, o contato bucal entre duas pessoas pode ser benéfico e ajudar a criar imunidade para certas doenças, como mononucleose infecciosa, hepatite A, caxumba, sarampo e até gripe. A explicação é do estomatologista Silvio Boraks, especialista em problemas relacionados à boca. Quando beijam na boca, as pessoas entram em contato com micro-organismos estranhos aos seus, o que provoca a formação de anticorpos. Claro, desde que estejam em bom estado de saúde, sem ferimentos na região e sejam imunocompetentes – ou seja, capazes de produzir respostas imunológicas a antígenos, conta Boraks.Isso ocorre porque a boca tem um sistema de proteção eficiente, afinal, é a porta de entrada ao organismo humano.

A saliva atua com predominância nesse sistema, através da mucina, proteína que dá viscosidade e protege a mucosa bucal; da ptialina, que inicia o processo de digestão; e das imunoglobulinas, elementos de defesa do organismo.O caso do sapinho e do herpes é diferente. O primeiro, um fungo natural do ser humano, já está presente na flora bucal de todos. O segundo é um vírus que, em geral, se adquire ainda nos primeiros anos de vida e cerca de 85% a 90% da população mundial o possui de forma latente, ou seja, quase todo mundo é portador. Ambos só eclodem quando há uma baixa na imunidade, e não pelo contato físico, conta o especialista.O que não significa que sejam inofensivos.

Em alguns casos, o herpes pode chegar até o cérebro se não for tratada. Já com relação ao sapinho, o problema é a desinformação. Há uma tendência em chamar toda manchinha branca na boca de sapinho, quando na realidade pode se tratar de uma leucoplasia, lesão esbranquiçada que precede o câncer e que também não tem nada a ver com beijo, afirma Silvio.

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