Saúde

A síndrome de Burnout e a atividade física

Você se sente muito cansado, desanimado, com alterações de sono e de humor? Talvez você esteja com a Síndrome de Burnout.

Você sabe o que é isso? Quais as suas causas, sintomas e tratamento?

A pandemia levou a grande maioria da população ao chamado home office, ou seja, trabalho de casa. Já ouvi pessoas comentarem que não estão trabalhando em casa, mas, sim, morando no trabalho. São vídeos-chamadas para reunião uma após a outra, redobrando o seu tempo destinado ao trabalho.

Com essa alteração na rotina das pessoas, o trabalho esteve ainda mais presente no dia de todos nós, e esse excesso pode ser prejudicial à saúde.

A Síndrome de Burnout, também conhecida como crise de esgotamento profissional, reúne uma série de sintomas físicos e psicológicos.

O Burnout é o acúmulo de fatores que levam ao esgotamento, ao todo são 12 sinais para essa síndrome que levam ao colapso físico e mental total.

Por serem recorrentes, a pessoa pode não reconhecê-los em um primeiro momento, e acabar se acostumando com a sensação de cansaço constante, com a alteração no humor e nos hábitos de sono. Também pode ter aumento na pressão arterial e dores musculares, por exemplo.

A síndrome foi classificada como um fenômeno ocupacional pela Organização Mundial da Saúde (OMS) em 2019 e acomete com mais frequência alguns grupos profissionais, como médicos, enfermeiros, professores, policiais e jornalistas, que atuam sob pressão e com grandes responsabilidades.

Uma vez identificados os sintomas, a melhor orientação é que se busque por especialistas na área, como psicólogos, psicoterapeutas ou médicos.

Mudanças nos hábitos de vida, como alimentação e a inclusão da prática de atividades físicas são fundamentais para auxiliar a amenizar os sintomas.

A prática regular de exercícios físicos ajuda no tratamento e tem demonstrado ser um excelente coadjuvante na minimização dos sintomas da doença porque diminui a ansiedade, a depressão e melhora a autoestima do paciente.

A atividade física previne uma série de comprometimentos funcionais ligados a uma hiperativação do sistema nervoso simpático, que é acionado em situações de estresse, bem onde a Síndrome de Burnout se enquadra.

A saúde mental só tem a ganhar com essa prática. Por isso, os exercícios físicos devem ser incluídos na rotina diária de todas as pessoas.

É importante encontrar o exercício mais adequado e prazeroso, ter regularidade e consistência na prática, fortalecendo o hábito.

Vamos nos movimentar fazendo bem ao corpo e também a mente? Escolha uma atividade física e comece hoje mesmo!

* Thaisa Rodbard Mileo é mestranda em Educação, professora da área de Linguagem Cultural e Corporal, nos cursos de Licenciatura e Bacharelado em Educação Física do Centro Universitário Internacional Uninter.

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