Saúde

Como cuidar da saúde íntima feminina no verão?

O verão é a época em que as mulheres precisam ficar mais atentas com a saúde íntima. Por isso, os hábitos que são mais comuns nesta época do ano, como passar o dia com o biquíni molhado, potencializam o surgimento de fungos e bactérias, naturalmente presentes na flora vaginal, e que proliferam com mais rapidez em ambientes úmidos.

Segundo a ginecologista, obstetra e sexóloga, Dra. Erica Mantelli, há um desequilíbrio no PH vaginal. “Esse fator associado à baixa imunidade do corpo, faz com que haja um aumento nas secreções, coceira, corrimentos e até algumas doenças como, por exemplo, a candidíase (infecção causada por fungos) e a vulvite (dermatite de contato ou alérgica na vulva, parte externa da vagina)”, explica a médica.

Para evitar os problemas, a ginecologista alerta sobre maus hábitos que podem prejudicar a região genital, entre eles:

Biquíni molhado é o principal vilão da vagina no verão – As mulheres entram no mar ou na piscina e continuam com a parte íntima úmida. Isso acarreta no desenvolvimento de fungos e bactérias. O ideal é sempre levar uma troca na bolsa e se manter seca durante o dia

Absorventes diários – O uso incorreto de absorventes diários também são um erro. Como são feitos de algodão, a vagina fica ainda mais úmida e isso pode desencadear secreções e corrimentos. Absorventes diários são apenas adequados para situações de emergência ou durante o ciclo menstrual, deixando claro que o recomendável é trocá-lo de quatro em quatro horas, mesmo se o fluxo sanguíneo for baixo.

Sabonetes íntimos – São indicados para o uso sem exageros. Todo e qualquer medicamento, sendo natural ou não, deverá passar pela avaliação médica.

Para evitar problemas, o ginecologista e obstetra Domingos Mantelli sugere algumas dicas simples que podem minimizar os riscos de desenvolver tais doenças:

  • Evite usar calças apertadas, prefira utilizar vestidos e saias, além de calcinhas de algodão
  • Sempre apare os pelos pubianos. Isso facilita a higienização
  • Faça sempre uma higiene íntima após o ato sexual, urinar e evacuar. Troque o absorvente durante a menstruação. O sabonete utilizado deve ser o neutro ou o íntimo e com indicação do ginecologista
  • Não utilize sabonete comum na higiene íntima e, após a lavagem externa, utilize toalha higiênica. O uso regular e descuidado do papel higiênico pode causar irritação local
  • Lave as roupas íntimas com água e sabão e seque-as ao sol. Não seque peças íntimas em ambientes fechados e úmidos como banheiros
  • Não compartilhe sabonetes, peças íntimas e toalhas.

4 principais doenças ginecológicos no verão

Candidíase
“É causada pelo fungo do gênero “cândida”, microrganismo que pode ser transmitido durante o ato sexual, embora não seja considerada uma DST (doença sexualmente transmissível) ”, explica Mantelli. A doença causa coceira e dores vaginal, para urinar e no ato sexual, além de corrimento branco com odor cítrico. O problema tem cura, e o tratamento deve ser feito com medicação antifúngica via oral e creme vaginal, por uma semana”, ressalta.

Tricomoníase
Doença causada pelo parasita Trichomonas vaginalis e a transmissão é por via sexual. O mal causa inflamação da vagina acompanhada de corrimento amarelo-esverdeado com odor desagradável. A doença causa dores ao urinar e durante o ato sexual. Se não for tratada, a doença pode suscitar em infertilidade e câncer do colo do útero. O tratamento é feito com medicamento via oral.

Vaginose bacteriana
Causada principalmente pela bactéria chamada Gardnerella Vaginalis, seu principal sinal é um corrimento amarelo ou branco-acinzentado, com um odor forte, e que piora durante as relações sexuais e na menstruação. Também pode provocar ardor e um pouco de coceira. O tratamento também é realizado com medicamento via oral e creme vaginal.

Infecção Urinária
A infecção urinária pode ocorrer em qualquer parte do sistema urinário como rins, bexiga, uretra e ureteres. Esse tipo de infecção é comum em mulheres devido ao tamanho da uretra feminina. Os principais sintomas são: ardência ao urinar, excesso de vontade de urinar, e urina escura e com forte odor, além de dores pélvica e retal. Em casos mais graves há sangramento na urina.

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