Saúde

Já ouviu falar no Protocolo de Coimbra?

O protocolo Coimbra foi desenvolvido pelo médico PH.D. Cícero Galli Coimbra, e desde 2002 tem apresentado resultados surpreendentes na remissão de todas doenças autoimunes.

Neste protocolo, ele propõe dosagens terapêuticas de vitamina D, em geral superiores ao que as industriais farmacêuticas recomendam, e assim o principal papel da chamada vitamina D — que na realidade é um hormônio D3 — no organismo é o de regular e potencializar a imunidade inata.

Conforme a Sociedade Brasileira de Patologia Clínica/Medicina Laboratorial (SBPC/ML), os valores de referência são:

  • Nível maior do que 20 ng/mL é o desejável para população geral saudável;
  • Entre 30 e 60 ng/mL é o recomendado para grupos de risco como idosos, gestantes, pacientes com osteomalácia, raquitismos, osteoporose, hiperparatireoidismo secundário, doenças inflamatórias, doenças autoimunes e renal crônica e pré-bariátricos;
  • Entre 10 e 20 ng/mL é considerado baixo com risco de aumentar remodelação óssea e, com isso, perda de massa óssea, além do risco de osteoporose e fraturas;
  • Menor do que 10 ng/mL muito baixa e com risco de evoluir com defeito na mineralização óssea, que é a osteomalácia, e raquitismo.

No entanto, a nutricionista Claudicelia Vieira explica que o nível ideal de vitamina D no organismo para que ela funcione como um tratamento é de 60 pg/ml, “mas há pesquisas recentes demonstrando que níveis de 80 pg/ml nos conferem melhor resposta imune do organismo”, diz.

Por isso, no protocolo Coimbra é proposto 10000 Ui/dia para pessoas com no mínimo 50 quilos de peso por pelo menos 2 meses. Para as crianças, dentro deste protocolo é recomendado 200 UI por quilo de peso. 

No entanto, a nutricionista lembra que não são todos os profissionais de saúde que estão habilitados à prescrição deste protocolo, e que o tratamento é individualizado para cada caso de doença auto-imune e características pessoais, como peso, altura e cor de pele. “Neste protocolo também são corrigidos outros níveis, como de Magnésio”, alerta.

Há também algumas regras inegociáveis a serem seguidas durante o tratamento para amenizar os efeitos colaterais. Entre elas, a reprogramação da alimentação, que não deve conter alimentos ricos em cálcio (todos os laticínios ficam restritos, assim como as castanhas, frutas secas, sardinha enlatada, suco de laranja, açaí) para evitar sobrecarga renal;  beber, no mínimo, 2,5 litros de água; praticar atividades físicas que aumentem a massa óssea, como caminhada, corrida e musculação; e reduzir o estresse, já que ele é causa de inflamação. O sucesso do protocolo depende dessas quatro regras.

No que o Protocolo de Coimbra ajuda?

Há milhares de publicações acerca de como a vitamina D pode colaborar nos tratamentos para esclerose múltipla, autismo, artrite reumatoide, câncer, diabetes infanto juvenil, esclerose concêntrica de baló, lúpus, Parkinson, psoríase, obesidade, entre outros.

“A vitamina D possui cerca de 80 funções em nosso organismo. Ela é produzida quando nossa pele entra em contato direto com o sol, sem interferência da roupa por exemplo”, diz a especialista. 

Claudicélia comenta que tem-se defendido que a maioria das pessoas está com taxas muito baixas de vitamina D no organismo, uma vez que nos expomos pouquíssimo ao sol. “Assim, ao corrigirmos os níveis deste hormônio no organismo, estimulamos a regulação da nossa imunidade, impedindo que o nosso sistema imunológico agrida nosso organismo e estimulando o nosso sistema imunológico a defender nosso organismo, inclusive das complicações da covid-19”. 

Suplementação

A suplementação da vitamina D no organismo pode ser via oral ou injetável, a depender da prescrição médica/nutricionista. “O ideal é que o paciente passe por avaliação médica ou nutricional para que seja realizada dosagem dos níveis sanguíneos de vitamina D e, assim, receber a prescrição de forma adequada”, indica a nutricionista. 

A profissional lembra, no entanto, que cuidados maiores devem ser tomados quando se utilizam formulações magistrais e em indivíduos com doenças com produção anômala de 1,25 hidroxivitamina D pelos tecidos, como nas doenças granulomatosas e em alguns linfomas.

Claudicelia Vieira é nutricionista

Além do sol e suplementação medicamentosa, a vitamina D por ser encontrada em alimentos como:

  • Salmão selvagem 100 g ~ 600-1.000 UI de vitamina D3
  • Salmão de criação 100 g ~ 100-250 UI de vitamina D3
  • Sardinha em conserva 100 g ~ 300 UI de vitamina D3
  • Cavala em conserva 100 g ~ 250 UI de vitamina D3
  • Atum em conserva 100 g ~ 230 UI de vitamina D3
  • Óleo de fígado de bacalhau 5 mL ~ 400-1.000 UI de vitamina D3
  • Gema de ovo 1 unidade ~ 20 UI de vitamina D3
  • Cogumelos frescos 100 g ~ 100 UI de vitamina D2
  • Cogumelos secos ao sol 100 g ~ 1.600 UI de vitamina D2
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