Saúde

Salvadores de vidas

Neste sábado (18) é comemorado o Dia do Médico. Estes profissionais, que são sábios conhecedores de cada parte do corpo humano, preocupam-se constantemente com a saúde de seus pacientes e não descansam enquanto eles não estejam bem.

Os médicos podem ser generalistas – não tendo se especializado em nenhuma área específica da medicina; ou especialistas – quando especializados em alguma área como endocrinologia, medicina estética, pediatria, cardiologia, etc.

Para prestar uma singela homenagem a esses profissionais da saúde, o

Diário do Sudoeste conversou com Juliana Costela e Manoel Bernardino de Sena. Mãe das gêmeas Vitória Maria e Yasmin Clara – de 1 ano e meio de idade –, Juliana conta sobre a luta das filhas que nasceram prematuras, mas que hoje esbanjam saúde graças à dedicação constante dos médicos.

Já Manoel relata um pouco sobre o quanto os médicos o ajudaram em sua recuperação das várias cirurgias que passou em quatro anos.

Juliana Costela

“As bebês nasceram com seis meses e meio de gestação. Com isso, elas ficaram 42 dias na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e mais sete dias no quarto do hospital, em Pato Branco. Foi um período muito difícil, tanto para os pais, quanto para as minhas filhas, porque elas sofrem muito e nós sofremos junto.

A cada duas horas, nestes 42 dias, eu amamentava as nenéns. Porém, como elas não sugavam o leite, eu tirava-o e passava pela sonda. Foi um período bem complicado, pois, além disso, elas tiveram paradas cardíacas, tinham falta de ar e apneia.

Este período em que elas ficaram no hospital foi necessário para que elas se fortalecessem. Hoje se pode dizer que estão super bem. Isso se deve principalmente aos médicos, que fizeram o possível e o impossível para que hoje elas estejam aqui conosco. Por isso, posso dizer que confio plenamente neles.

Durante este período, elas receberam acompanhamento de uma equipe médica, com pediatras e cardiologistas, além de todo um aparato de fisioterapeutas e psicólogos. Todos eles sempre foram bastante atenciosos. Tinham todo o cuidado tanto com as minhas filhas quanto com os pais.

Quando se está na UTI é complicado, porque, como um dos médicos dizia, os bebês que nascem prematuros são uma caixinha de surpresa; ora estão bem e ora estão quase nos deixando. Eles brincam de morrer. A Vitória Maria, por exemplo, ‘brincou de morrer’ por três vezes. Porém, com a ajuda dos médicos ela saiu dessa.

Agora elas estão com um ano e oito meses. Por elas terem nascido prematuras, às vezes ficam doentinhas, com gripe, mas é normal. O médico-pediatra falou que com o passar do tempo a imunidade delas vai aumentar.

Gostaria de dizer muito obrigada a todos os médicos que colaboraram com a vida das minhas filhas. Aliás, não só delas, mas por salvar a vida de muitas e muitas outras crianças, de bebezinhos que nascem na mesma situação que a delas. Parabéns pelo empenho e por serem tão solidários, dedicando o seu tempo para cuidar dos filhos dos outros.

Apesar de minhas filhas estarem bem hoje, ainda ligo para eles pedindo orientações. Afinal, quando se é mãe de primeira viagem é normal ficarmos muitas vezes desesperadas, né? Há situações em que ligo de madrugada e eles são muito atenciosos. Se não podem atender na hora, em poucos minutos retornam. Por isso, só tenho mesmo a agradecer por toda a dedicação e carinho que eles têm pelos seus pacientes”.

Manoel Bernardino de Sena

“Em um período de quatro anos passei por algumas cirurgias, dentre elas uma para a colocação de um marca-passo, uma para troca de uma válvula do coração e uma de retirada de um coágulo na cabeça.

Em todas estas cirurgias pude perceber que a cada dia que passa os médicos estão cada vez mais empenhados em, não somente curar e ajudar, mas exercer um humanismo que torna momentos difíceis menos sofridos.

Eles sempre se dedicam ao máximo e não medem esforços para ajudar aqueles que precisam. A qualquer hora e dia você tem a certeza que pode contar com eles.

Recentemente sofri um incidente com fogo e tive queimaduras na barriga e braço, inclusive queimaduras de quarto grau em algumas partes do corpo.

Desde o primeiro instante do atendimento os profissionais da medicina sempre estavam presentes, acompanhando passo a passo a evolução na melhora, com visitas semanais em minha casa para ver se eu estava precisando de algo.

Por isso sou grato a esses profissionais que, com o seu belo trabalho, dedicam a sua vida para ajudar aos seus semelhantes”.

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