Segurança

Comando Geral da PMPR expulsa 13 policiais rodoviários acusados de cobrar propina

Foto: Arquivo Diário do Sudoeste

O Comando Geral da Polícia Militar do Paraná (PMPR) expulsou 13 dos 16 policiais rodoviários estaduais acusados de cobrar propinas de motoristas em estradas do sudoeste do Paraná. Os militares chegaram a ser presos pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) em 6 de fevereiro de 2018, durante a Operação Manus Capio (mão grande).

A decisão foi publicada em ofício interno da Polícia Militar no dia 23 de julho, mas foi divulgada e confirmada pela RPC na quinta-feira (30). Os policiais presos em fevereiro de 2018 foram soltos cinco meses depois e respondem aos processos em liberdade.  O Comando decidiu expulsar 13 dos 16 policiais processados no julgamento administrativo. Uma policial pediu exoneração antes da decisão, outro não foi julgado por conta de uma ação de nulidade em curso, e outro militar foi absolvido de uma única acusação.

O promotor do Gaeco em Francisco Beltrão, Roberto Tonon, explicou na época ao Diário do Sudoeste que os policiais estavam recebendo propina para liberar veículos durante fiscalização nas rodovias do Sudoeste, além de terem se apropriado de bens apreendidos para proveito próprio. Ele revelou na época que a investigação tinha começado há oito meses, após a apreensão de um veículo carregado com cigarros, sendo que a carga foi desviada pelos policiais e o carro entregue como se estivesse vazio. “A investigação culminou com interceptações telefônicas e foi identificado um grande esquema de corrupção destinado a angariar fundos para o benefício dos próprios policiais. Eles recebiam a propina nas rodovias durante a abordagem de caminhões e ônibus de sacoleiros e no final do expediente dividiam os valores recebidos” destacou. Os policiais podem recorrer ao próprio Comando Geral da PMPR e se a decisão de expulsão for mantida devem entrar com recurso junto ao governador do Paraná. Caso o governador mantenha a decisão do Comando Geral da PMPR, os policiais teriam ainda a opção de recorrer à Justiça.

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