Segurança

Entidades reivindicam a retirada da cadeia do centro de Pato Branco

Antes da solenidade de entrega das novas viaturas no 3º BPM, o chefe da Casa Civil, Guto Silva, recebeu quinta-feira um documento assinado por representantes de 20 entidades de Pato Branco reivindicando a construção de um novo presídio para retirar a cadeia pública do centro da cidade. Trata-se de uma reivindicação antiga da população de Pato Branco.

O presidente do Conselho Comunitário de Segurança, Edison Outeiro, afirmou que a entrega do documento ao chefe da Casa Civil, Guto Silva, é para que se tenha uma solução definitiva para a retirada da cadeia pública do centro de Pato Branco, por ser um “barril de pólvora”.  Ele disse que o documento propõe a construção de um presídio regional, onde os presos possam trabalhar nele, como já tem no Paraná, para atingir o objetivo que é a reeducação dos detentos. “Do jeito que está a nossa cadeia pública não reeduca ninguém. O pessoal do Depen não consegue fazer um trabalho muito bom e o pior de tudo é que está sendo prejudicial e a comunidade de Pato Branco é que corre o risco de sofrer as consequências. Embora se venha trabalhando nisso há um bom tempo, a fuga recente de presos foi o que desencadeou por parte das entidades a elaboração desse documento. Deixo bem claro que não é um documento partidário de candidato de ninguém. É um documento das entidades representativas da comunidade de Pato Branco”, afirmou.

O presidente do Rotary Club Pato Branco Vila Nova, Clovis Antonio Simionato, disse que é uma situação emergencial e uma preocupação muito grande da população pato-branquense com essa situação da cadeia no centro da cidade. “O Rotary não se furta de participar desse tipo de projeto. Não é um anseio somente das 20 entidades, mas de toda a população de Pato Branco em relação a retirada da cadeia do centro da cidade”, completou.

Solução

O chefe da Casa Civil, Guto Silva, afirmou que o Paraná tem o pior déficit carcerário do Brasil, mas no mês de setembro vão entregar cinco novas penitenciárias. “Isso vai desafogar o sistema penitenciário, pois grande parte das cadeias do Paraná, como a de Pato Branco, estão com superlotação. Isso mostra a deficiência do sistema carcerário, sendo necessário ampliar o regime fechado com as novas penitenciárias”, afirmou. Guto acrescentou que na região de Pato Branco estão trabalhando em Vitorino para comportar uma unidade penitenciária para desafogar o sistema. “ Naturalmente o segundo momento é a questão da cadeia pública no centro de Pato Branco. Vamos pensar em deslocar, mas após a conclusão de uma penitenciária de regime fechado na região. Para resolver o problema carcerário do sudoeste do Paraná nós precisamos de novos presídios em sistema fechado, se não sobrecarrega as cadeias. É isso que nós vamos tentar elaborar e progressivamente poder reduzir essa pressão especificamente da cadeia de Pato Branco, que está no centro da cidade”, concluiu.

Clique para comentar

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Para cima