Segurança

Incêndios ambientais aumentam 62% em Pato Branco

Um incêndio ambiental ocorreu segunda-feira à noite na comunidade de Independência, interior de Pato Branco -Foto: Marcilei Rossi

Apesar de poucas geadas neste ano, que deixam a vegetação seca, os incêndios ambientais tiveram um aumento de 62% nos primeiros sete meses de 2020, em Pato Branco, se comparado com o mesmo período de 2019. Conforme dados do 2º Subgrupamento de Bombeiros Independente (2º SGBI), de janeiro a julho de 2019 atenderam 122 incêndios ambientais e no mesmo período deste ano subiu para 197. As pessoas que fazem queimadas cometem crime ambiental, com pena que pode chegar a quatro ano de reclusão e multa.

O subcomandante do 2º SGBI, capitão Genuíno Luiz Dalponte, afirmou que a maioria dos incêndios ambientais são provocados por descuido e imprudência das pessoas, que ateiam fogo para limpar terrenos baldios e a queimada sai do controle, se alastrando para outras áreas. Ele deu como exemplo, um incêndio ocorrido segunda-feira à noite na comunidade de Independência, interior de Pato Branco, em uma derrubada de eucaliptos, quando atearam fogo para queimar as sobras e as chamas se alastraram para uma área de vegetação. O responsável pelo incêndio não foi localizado pelos bombeiros que atenderam a ocorrência.

Dalponte acrescentou que as pessoas que trabalham em obras têm a mania de no final da tarde queimarem as sacas de cimento. Com o vento, as fagulhas podem provocar incêndios nas imediações. Além disso, bitucas de cigarros jogadas ás margens das rodovias ou até escapamento de caminhão sem fazer a manutenção, podem causar incêndios e a fumaça prejudica a visibilidade dos motoristas provocando acidentes, como o engavetamento que ocorreu recentemente na BR-277, em São José dos Pinhais, com oito mortos.

De acordo com Dalponte, 90% dos incêndios ambientais poderiam ser evitados. Para que isso aconteça, as pessoas devem evitar atear fogo para limpar terrenos baldios ou queimar lixo, além de não jogar bitucas de cigarros às margens das rodovias, entre outros cuidados, principalmente no inverno, quando a geada seca a vegetação.

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