Sudoeste Tecnológico

Tecnologia na sala de aula

As ferramentas tecnológicas não são mais coisa “do futuro”. Para algumas pessoas mais jovens é até difícil imaginar como era a vida sem telefone celular, internet, plataformas de streaming e outras ferramentas tão presentes no cotidiano. Se o mundo já não é mais o mesmo por conta da tecnologia, a escola também não poderia mais ser.

Há alguns anos as ferramentas tecnológicas já fazem parte da realidade da sala de aula tanto da rede privada quanto da rede pública. Em Pato Branco, por exemplo, um dos primeiros movimentos de transformação foi a distribuição de tablets para os estudantes das escolas municipais. Porém, esse é um movimento de um projeto mais amplo e complexo.

De acordo com a secretária municipal de educação e cultura, Heloí de Carli, a tecnologia é vista na rede municipal como um instrumento pedagógico, que auxilia as crianças no processo de aprendizado.

Por meio de ferramentas como os tablets e computadores, os estudantes têm a oportunidade de aprender, muitas vezes de forma integrada, sobre temas relacionados a diversas disciplinas, desde ciências até língua portuguesa.

Para além das ferramentas, o mundo tecnológico também está presente no modo de pensar. A secretária explica que o município desenvolve Maratona do Conhecimento, uma atividade onde estudantes tem a oportunidade de aprender por meio da metodologia de desenvolvimento de projetos, utilizando-se de ferramentas ditas tecnológicas.



A Maratona foi criada em 2014, e desde então teve cinco edições. Nela, os estudantes desenvolvem projetos a partir de uma temática e chegam até um produto final, por assim dizer.

O tema da última edição, realizada em 2019, foi Cidades Inteligentes. Cada escola desenvolveu um aplicativo para dispositivos móveis, relacionado a questões relativas ao desenvolvimento das cidades. Meio ambiente e mobilidade urbana foram alguns dos assuntos abordados pelos estudantes.

Os aplicativos poderiam ser desenvolvidos na prática por convidados parceiros da escola. Heloí conta que um estudante de 10 anos de idade, da Escola Maria Jurema Ceni, desenvolveu o aplicativo de sua escola com a ajuda do pai.

Para 2020, a intenção era organizar um evento para apresentar os aplicativos desenvolvidos e promover a integração entre as escolas. Por conta da pandemia de Covid-19, porém, a atividade não pôde ser realizada.

Outro exemplo foi realizado na Maratona de 2017. Na ocasião, os estudantes investigaram temas relacionados à história ou algum outro aspecto de Pato Branco.

Na escola Rocha Pombo, os alunos decidiram contar a história da comunicação na cidade. Eles desenvolveram várias atividades a partir da temática, como a elaboração de uma rádio novela, onde puderam aplicar conhecimentos de língua portuguesa.

Além disso, os estudantes fabricaram rádios caseiros com os quais puderam ouvir a novela, que foi transmitida de dentro da escola. Heloí explica que este é um exemplo de como o projeto permite transitar por várias áreas do conhecimento, explorando ferramentas tecnológicas.
A Maratona do Conhecimento de 2017 rendeu um livro, onde estão descritos todas as atividades realizadas pelas escolas, em textos acompanhados por um QR Code, que direciona para vídeos com animações em realidade aumentada.

Robótica
Além das tradicionais aulas de teatro, dança, artesanato e outras artes e esportes, a Escola Municipal de Artes também promove atividades de robótica. As aulas são frequentadas por alunos da rede municipal de várias regiões da cidade, de forma alternada e no período de contra turno.

Pelo intermédio de um profissional, os estudantes têm contato com noções básicas sobre o assunto e desenvolvem diversas atividades. O projeto de robótica foi desenvolvido de forma pontual na escola Gralha Azul, com resultados promissores, conta a secretária. Segundo a secretária, foi percebido um maior interesse e desenvolvimento de alunos em outros assuntos, como a leitura, por exemplo.

Para a secretária é fundamental permitir o acesso à tecnologia no ambiente escolar desde cedo. “A tecnologia é catalisadora de outras aprendizagens, pois é uma coisa atual, tem um caráter de novidade, enfim, as pessoas gostam”, disse a secretária.

Ela diz ainda que acredita que as ferramentas tecnológicas serão cada vez mais presentes no cotidiano da educação, e cabe a comunidade escolar facilitar a implementação dessa realidade.

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