Vanilla

Caminhos para a vida

Ter um filho é o grande objetivo de muitas mulheres e casais. Mas em alguns casos é preciso
do auxílio da reprodução assistida para gerar uma nova vida, especialidade de médicos
como o dr. Robson Parzianello (CRM 12963 PR RQE 6762 RQE 25667)

INFORME PUBLICITÁRIO – Fotos: Helmuth Kühl

Ter um filho sempre foi um dos desejos de Elisangela Perin e Eliverto Zoleti, que vivem na cidade de São João. Mas por algum motivo a gravidez não acontecia, e após cerca de dez anos de tentativas o casal decidiu procurar ajuda médica.

Chegaram até o consultório do Dr. Robson Parzianello, em Pato Branco, especialista em reprodução assistida. A primeira visita aconteceu em 2016, de acordo com a memória de Elisangela. 

Foram aproximadamente dois anos de acompanhamento, um processo que envolve várias etapas e pode exigir diferentes procedimentos e métodos, como veremos mais adiante. Por meio da chamada fertilização in vitro, Elisangela engravidou e deu à luz a gêmeas, Isabela e Isadora, que tinham dois meses de idade no fim de setembro de 2019, quando a mãe conversou com a reportagem de Vanilla. 

O nascimento das filhas é descrito por Elisangela como um momento de muita felicidade. É uma realização, uma benção, era tudo o que queríamos, dizem suas próprias palavras.

Elisangela Perin e Eliverto Zoleti com as gêmeas Isabela e Isadora (Foto: Clicks Thalia Cella)

Assim como Elisangela, muitas mulheres têm dificuldades para engravidar por problemas de fertilidade com ela ou o parceiro (Em cerca de 40% dos casos a causa da infertilidade está no homem), e até mesmo por motivos ainda desconhecidos pela medicina. Segundo o Dr. Robson Parzianello, para cerca de 20% dos casos de infertilidade as causas não são identificadas. São os chamamos casos de Infertilidade sem Causa Aparente (ISCA).

No entanto, o profissional que conta com 20 anos de experiência – sendo três deles nos Estados Unidos – e centenas de nascimentos sob sua responsabilidade é enfático ao afirmar: as mulheres que desejam ter um filho de uma gravidez dita natural precisam considerar sua idade. Quanto mais avançada a idade, mais difíceis são as chances de haver uma gestação, e maiores são as chances de má formação e abortamento.

O Dr. Robson Parzianello explica que a produção de células reprodutoras é diferente conforme o sexo. Os homens, por exemplo, produzem novos espermatozoides ao longo de toda a vida. As mulheres, por sua vez, já nascem com um número pré-determinado de óvulos, que vão sendo gastos pelo ciclo menstrual, caso não sejam fecundados.

O médico, com lembranças de nascimentos sob sua responsabilidade

O médico explica que os óvulos ficam, literalmente, esperando sua vez de entrar no ciclo. Quando ele começa, cerca de 70 a 80 óvulos entram em uma espécie de corrida da qual restará apenas um.

E o organismo trabalha para selecionar os óvulos com maior potencial para resultar em uma gestação desde o início da vida fértil. Quando a mulher começa a menstruar, por volta de 13, 14 anos de idade, seu corpo já está considerando os melhores óvulos, detalha.

As estatísticas ilustram a probabilidade de gravidez com o passar do tempo. Em um grupo de 100 mulheres com idades entre 20 e 24 anos, apenas 15% não terão engravidado depois de um período de um ano de tentativas. Na faixa etária de 35 anos, metade de um grupo de 100 mulheres não conseguirá engravidar no mesmo período. Aos 40 anos de idade, as chances caem para menos de 40%. Diante das estatísticas, as chances de uma gravidez após os 47 anos são praticamente zero.

Gráfico mostra a diminuição das chances de gravidez com o avanço da idade

As estatísticas, claro, consideram as probabilidades dentro de uma população, pois há casos de gestações em idades mais avançadas. Porém, o médico comenta que não se deve tomar esse fato por regra. Quando sabemos de uma mulher de 39 anos que engravidou não estamos vendo as várias outras com a mesma idade que estão tentando e não estão conseguindo, cita.

Além da quantidade, a idade dos óvulos também é determinante. Mesmo que uma gravidez aconteça, quanto mais avançada for a idade maiores são as chances de complicações, visto que os melhores óvulos vão sendo gastos ao longo da juventude.

Com menos de 30 anos de idade, as chances de abortamento são 8%. Já aos 46 anos de idade, esse percentual sobe para 60%. Para ser mais preciso, o fundamental é a idade dos óvulos. Se uma mulher de 35 anos utilizar o óvulo de uma mulher de 25 anos para tentar uma gravidez, suas chances de obter sucesso em uma gestação são as de uma mulher de 25 anos de idade.

O Dr. Robson Parzianello reforça a importância do planejamento e de considerar o fator idade, pois não são incomuns os casos de mulheres que desejam engravidar mas deixam o assunto para depois, por conta de fatores como estabilidade profissional.

De modo geral, as mulheres que procuram o consultório do Dr. Robson Parzianello tem um perfil parecido com o de Elisangela Perin, ou seja, estão há muito tempo tentando engravidar sem sucesso. Cada caso tem suas particularidades, mas em linhas gerais, os tratamentos seguem o seguinte caminho, após a realização de alguns exames, que verificam, por exemplo, a saúde do sêmen do parceiro, das trompas da mulher, entre outros fatores.  

Coito programado
De modo geral, o processo de coito programado consiste em acompanhar o ciclo da mulher e criar, por meio de medicação, condições para que a relação sexual aconteça no momento mais favorável para que haja a fecundação.

A mulher começa a tomar uma medicação, e nós começamos a acompanhar a ovulação dela via ultrassom. Com esse processo nós conseguimos identificar o ponto imediatamente antes da ovulação, detalha o médico. Nesse ponto, é ministrado um medicamento que estimula a ovulação em 36 horas. Ou seja, é possível determinar o dia e a hora em que a mulher vai ovular, permitindo o coito programado.

Segundo o médico, por meio do método é possível resolver casos em que a gravidez não aconteceu por fatores circunstanciais motivados, por exemplo, pelo hábito sexual do casal, e não necessariamente por infertilidade. Deixando um pouco mais claro, para quando faltou um pouco de sorte. 

Três tentativas de coito programado sem sucesso indicam que a razão da infertilidade pode ser algo mais complexo.

Fertilização in vitro (FIV)
Cada paciente representa uma realidade, porém, em linhas gerais, se recorre a fertilização in vitro quando os outros tipos de tratamento não resultaram em sucesso. Nesse método, a fecundação acontece em laboratório e há basicamente dois modos de realizar esse processo

O método ICSI, sigla para a nomenclatura em inglês Intra Cytoplasmic Sperm Injection, é o mais eficaz e por isso o único utilizado pelo especialista. Ele consiste em injetar um espermatozoide diretamente dentro do óvulo. A injeção é feita com uma agulha, utilizando um equipamento chamado micromanipulador – Um óvulo tem um décimo de milímetro, enquanto um espermatozoide é 80 vezes menor do que um óvulo.

O método ICSI (anabhan – CC BY-NC-SA 2.0)

A injeção é feita no dia zero do processo, que é feito em vários óvulos. No dia seguinte, o dia 1, são verificados os óvulos que fertilizaram e que passam a ser chamados de embriões. Entre o dia 3 e o dia 5 é feita a transferência para o útero da mulher, em número que pode ir de dois a até quatro, de acordo com a idade da paciente. 

Pelo método chamado de convencional, gotas de um líquido são colocadas em uma placa de vidro. Este é o meio de cultura, que é coberto com óleo. As gotas, embaixo do óleo, funcionam como uma espécie de estufa, isolada do ambiente. 

Dentro dessas gotas, de cerca de 3 milímetros de diâmetro, são colocados um óvulo e 100 mil espermatozoides. Nesse meio, se espera que o processo de fecundação aconteça de forma natural.

Preservação de fertilidade

Alguns fatores circunstanciais também podem causar infertilidade. Um exemplo são os tratamentos de quimioterapia e radioterapia, ao qual são submetidos pacientes com câncer.

O Dr. Robson Parzianello explica que pessoas que precisarão passar por estes tratamentos, e que desejam ter filhos de uma gravidez natural podem buscar a chamada preservação da fertilidade. 

Em resumo, a medida preventiva consiste em coletar óvulos ou sêmen e preservá-los por meio de congelamento. Deste modo, ainda será possível manter boas chances de uma gestação futura após o tratamento.

Em outubro de 2019, o especialista participoou do Congresso da  American Society for Reproductive Medicine, em Philadelphia, EUA

Dr. Robson Parzianello
(CRM 12963 PR)

Ginecologia e Obstetrícia 
RQE 6762

Reprodução Assistida 
RQE 25667

– Graduado pela Universidade Federal de Santa Maria (UFSM)

– Residência em Ginecologia e Obstetrícia no Hospital de Clínicas da Universidade Federal do Paraná (UFPR)

– Certificado de Atuação na Área de Reprodução Assistida pela Associação Médica Brasileira (AMB) e Federação Brasileira de Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo)

– Membro da American Society for Reproductive Medicine,  Estados Unidos da América.

Clique para comentar

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Para cima