6 em 10 paranaenses cortam gastos em 2025, diz IEPTB

Pesquisa do Instituto de Estudos de Protesto de Títulos do Paraná (IEPTB/PR), que representa 177 cartórios estaduais, revela que 6 em cada 10 paranaenses reduziram despesas no primeiro semestre de 2025.

O levantamento “Retrato Econômico do Paraná” mostra também 40% da população contraindo dívidas no período, com cartão de crédito liderando (34%), seguido de empréstimos pessoais (16,32%), crediário (13,70%), financiamento de veículos (9,19%) e contas de água/luz (9%).

Alimentação fora de casa, como restaurantes e delivery, encabeça os cortes (25,34%), seguida de cuidados pessoais (salão, estética – 18,88%), transporte (táxi, apps, combustível – 16,14%), viagens (13,11%), roupas (9,68%), assinaturas (streaming – 8,7%) e lazer (cinema, bares – 8,12%).

João Norberto França Gomes, presidente do IEPTB/PR, interpreta: “A população prioriza o essencial, mas deve reavaliar o planejamento para não comprometer qualidade de vida”.

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40% inadimplentes com dívidas de R$500 a R$2 mil

Mais de 50% dos endividados têm débitos entre R$500 e R$2 mil, motivados por gastos imprevistos (33,96%) e falta de planejamento (27,67%). Quase 40% tiveram protestos; 70% pagariam se intimados por cartório, 90% com negociação do credor. Gomes destaca o protesto como ferramenta rápida (3 dias úteis) e extrajudicial para recuperação de créditos.

64,34% se dizem moderados no consumo, 26,23% conscientes mas descontrolados, 9,44% impulsivos. Alimentos pesam mais (41,3%), seguidos de combustível (21,45%) e aluguel (19,12%). Medo principal: desemprego (26,96%) e dívidas impagáveis (25,61%).

28,31% apostaram online (bets), 32,52% desviando recursos previstos. 62,62% sem reserva de emergência, apesar de 32,35% acharem finanças “boas” e 45,83% “regulares”.

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Poucos poupam, mas 60% otimistas para 2026

35,17% nunca poupam, 25,25% ocasionalmente, 21,08% mensalmente, 18,50% raramente. Poupança lidera investimentos (61,80%). Otimismo prevalece: 60,02% esperam melhora nos próximos seis meses, 33,09% estabilidade, 6,89% piora. Pesquisa de julho entrevistou 817 pessoas em Campo Mourão, Cascavel, Cornélio Procópio, Curitiba, Francisco Beltrão, Guarapuava, Irati, Londrina, Ponta Grossa e Umuarama.

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