Operação integrada cumpre mandados no Paraná e em Santa Catarina
Uma operação conjunta da Polícia Militar do Paraná (PMPR), por meio do Batalhão de Operações Especiais (Bope), e da Polícia Federal (PF) desarticulou um grupo criminoso que utilizava as redes sociais para recrutar membros e divulgar atividades ilícitas.
Na manhã desta terça-feira (9), cinco mandados de busca e apreensão foram cumpridos nos estados do Paraná e Santa Catarina.
As investigações começaram em novembro de 2024, após indícios da atuação de uma organização criminosa na região de fronteira entre o Brasil e o Paraguai. O grupo é suspeito de envolvimento em tráfico de drogas, contrabando e estelionato, com forte influência no Oeste paranaense.
Rede social com 320 mil seguidores promovia o crime
Segundo a inteligência do Bope, os criminosos mantinham um perfil em rede social chamado “É Uz Guri. Não Adianta”, que somava quase 320 mil seguidores.
O administrador da página, principal alvo da operação, usava o espaço para ostentar atividades criminosas, divulgar contrabando, descaminho, jogos de azar e tráfico de drogas.
Além disso, a quadrilha comercializava bonés e camisetas personalizadas com símbolos do grupo, usados tanto para reforçar a identidade criminosa quanto em práticas ilegais.
“Socialização do crime”, aponta a PMPR
De acordo com o capitão Rodrigo Bandeira, do Bope, a estratégia do grupo consistia em associar a prática criminosa a laços comunitários e familiares, criando uma falsa sensação de pertencimento.
“As postagens associavam a prática de crimes a relações de amizade, parentesco e vínculos comunitários, como se fossem parte de um processo de socialização do indivíduo”, destacou o oficial.
A Justiça determinou o bloqueio do perfil utilizado para a divulgação das atividades ilícitas.
Prisão e apreensões durante a operação
Durante a ação, um homem foi preso. As equipes apreenderam:
- 1 pistola 9mm com dois carregadores e 36 munições;
- R$ 17 mil em espécie e US$ 250 em dinheiro;
- 1 rádio comunicador;
- 1 simulacro de arma de fogo;
- diversos celulares.

O material recolhido será encaminhado para análise da Polícia Federal, que dará continuidade às investigações sobre o financiamento e a extensão das atividades da quadrilha.





