Sanepar reduz tarifa em 50% para 228 mil famílias

A Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar) implementa a partir de segunda-feira (15) redução de até 50% nas tarifas de água e esgoto para 228.137 famílias de baixa renda nos municípios atendidos.

O programa Tarifa Social de Água e Esgoto, criado por lei federal, concede descontos no consumo de até 15 m³ mensais para famílias com renda per capita de meio salário mínimo, inscritas no CadÚnico ou com BPC. Os clientes já no Água Solidária mantêm benefícios, totalizando 608.177 famílias beneficiadas.

Após audiências públicas, governo do Paraná, Sanepar e Agepar decidiram preservar os dois programas. O Água Solidária, pioneiro desde 1991, oferece até 80% de desconto para até 10 m³ em vulneráveis sociais, atendendo 380.040 famílias.

“Ninguém perde direitos. Reafirmamos o compromisso com o Água Solidária, mais vantajoso”, afirmou o diretor-presidente Wilson Bley.

Desconto automático e critérios rigorosos do CadÚnico

A Agepar definiu a tarifa em agosto, aplicando-a automaticamente via cruzamento com CadÚnico. Após 15 m³, cobra-se tarifa residencial normal. Apenas uma unidade por CPF qualifica, excluindo ligações clandestinas, danos propositais ou compartilhamentos não declarados. “Clientes elegíveis veem o benefício nas faturas de 15/12. Atualizaremos anualmente nas Centrais de Relacionamento”, explica o diretor comercial Bihl Zanetti.

A diarista Vanusa Nascimento Souza, de Curitiba, exemplifica o impacto do Água Solidária. Morando há 20 anos com três filhos no Sítio Cercado, cadastrou-se em 2015.

“Antes pagava R$100-120; agora máximo R$30. Economizo no banho e reutilizo água da máquina para a calçada, preservando ambiente e desconto”, relata.

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Reajuste de 2,7% equilibra contas via subsídio cruzado

A lei federal prevê reequilíbrio com subsídio cruzado, resultando em reajuste de 2,7% nas demais tarifas a partir de 15/12. “Rateamos o custo social solidariamente, garantindo água potável acessível às famílias pobres”, justifica Rubens Bueno, presidente da Agepar.

O modelo mantém equilíbrio financeiro das concessões enquanto expande inclusão social no Paraná.