Ao contrário de diversas capitais brasileiras que anunciaram reajustes nas tarifas do transporte coletivo neste início de ano, a Prefeitura de Curitiba decidiu manter o valor da passagem de ônibus congelado em R$ 6 ao longo de 2026. A medida garante a continuidade do preço atual do bilhete na capital paranaense pelo quarto ano consecutivo.
Além do congelamento da tarifa, o município também confirmou a manutenção de dois programas sociais ligados à mobilidade urbana: o Tarifa Zero – A Caminho do Emprego, destinado a pessoas em busca de colocação profissional por meio do Sistema Nacional de Emprego, e o Domingão paga Meia, que assegura o valor reduzido de R$ 3 nas passagens aos domingos e feriados.
Tarifa congelada durante transição do novo contrato
Segundo o prefeito Eduardo Pimentel, a decisão de manter a tarifa sem reajuste está diretamente relacionada ao período de transição para a nova concessão do transporte coletivo da cidade. Ele destacou que o congelamento foi anunciado antecipadamente, ainda no ano passado, como forma de evitar impactos financeiros aos usuários.
De acordo com o presidente da Urbanização de Curitiba, Ogeny Pedro Maia Neto, a transição para o novo contrato deve ocorrer de forma gradual e está prevista para durar cerca de dois anos. O leilão da nova concessão do transporte coletivo deve acontecer no primeiro quadrimestre de 2026.
Reajustes em outras capitais do País
Enquanto Curitiba mantém a tarifa congelada, pelo menos cinco capitais brasileiras iniciaram 2026 com aumento no valor das passagens de ônibus. São Paulo, Belo Horizonte, Fortaleza, Rio de Janeiro e Florianópolis anunciaram reajustes.
Na capital catarinense, por exemplo, a tarifa no cartão cidadão passou de R$ 5,75 para R$ 6,20. No vale-transporte, o valor subiu de R$ 6,75 para R$ 7,20, enquanto o pagamento em dinheiro, PIX ou QR Code foi reajustado de R$ 6,90 para R$ 7,70, tornando Florianópolis a cidade com a passagem mais cara entre as capitais.
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Programas sociais seguem em vigor em 2026
Os programas Domingão paga Meia e Tarifa Zero – A Caminho do Emprego, lançados em 2025, terão continuidade em 2026. Segundo a Urbs, as iniciativas apresentaram resultados positivos e ampliaram o acesso da população ao transporte coletivo.
O Domingão paga Meia, implantado em janeiro de 2025, fixou a tarifa em R$ 3 aos domingos e feriados. Desde o início do programa, em 5 de janeiro de 2025, até 15 de dezembro do mesmo ano, os usuários economizaram R$ 19,6 milhões. Ao longo do período, cerca de 6,5 milhões de passageiros utilizaram o benefício, impulsionando o uso do transporte coletivo nesses dias.
Já o programa Tarifa Zero – A Caminho do Emprego garante duas passagens gratuitas para pessoas desempregadas que participam de entrevistas de trabalho encaminhadas pelo Sine. Desde o lançamento, em fevereiro de 2025, a iniciativa beneficiou 7.041 pessoas, com subsídio total de R$ 84.846.
Com a manutenção da tarifa e a continuidade dos programas sociais, Curitiba reforça a política de mobilidade urbana voltada à redução de custos para os usuários e à ampliação do acesso ao transporte coletivo, mesmo em um cenário de reajustes adotados por outras capitais brasileiras.





