O diretor jurídico da Itaipu e diretor-geral brasileiro em exercício, Luiz Fernando Delazari, visitou nesta quarta-feira (14) o canteiro de obras do Campus Arandu da Universidade Federal da Integração Latino-Americana (Unila), em Foz do Iguaçu.
O empreendimento avança por parceria da hidrelétrica com o Unops (Escritório das Nações Unidas de Serviços para Projetos) e a universidade, registrando cronograma adiantado e empregando 419 trabalhadores atualmente.
Durante a vistoria, Delazari conheceu o programa de visitação da construção, considerado único no mundo por permitir que grupos da Unila acompanhem semanalmente o andamento dos trabalhos, e percorreu as instalações dos três edifícios em execução: restaurante universitário e biblioteca, bloco de salas de aula e prédio administrativo de 18 andares.
Declaração do diretor e importância educacional da obra
“É uma obra fantástica. Demonstra claramente a preocupação que o governo do presidente Lula tem com a educação no Brasil, com o nosso processo educacional. Enquanto o governo passado pensou em implodir a obra, o atual determinou sua retomada, demonstrando claramente as diferentes visões de mundo e da importância da educação na construção de um País mais justo e solidário”, afirmou Delazari. O diretor lembrou ainda que se trata de uma obra do renomado arquiteto Oscar Niemeyer, considerada sua última grande criação.
Para a estagiária da Itaipu e estudante da Unila, Yanki Karen Barreiros da Silva, visitar o canteiro de obras do Campus Arandu representa experiência especial. Ao testemunhar o andamento da construção, ela expressou o sentimento compartilhado pela comunidade acadêmica. “É um sonho. Um sonho coletivo de alunos e professores, porque vai ampliar as oportunidades acadêmicas e garantir melhores espaços de aprendizagem e convivência”, resumiu.
Cronograma adiantado e parceria estratégica Unops-Itaipu
Retomada em 2023 após anos de paralisação, a construção mantém contrato de R$ 687 milhões. Segundo Ronaldo Schiavoni, coordenador técnico do Unops na obra, o empreendimento segue cronograma adiantado e entregará a primeira etapa em junho de 2026, conforme prometido pelo governo federal. Ele destacou a capacidade técnica da construtora e seu compromisso com os prazos estabelecidos.
Glauber Pedro Gonçalves da Silva, da área jurídica da Itaipu, auxiliou na elaboração dos pareceres que viabilizaram a retomada da construção e acompanhou as tratativas entre a Binacional e Unops para formalização do convênio.
Para ele, a obra proporcionará avanços sociais significativos. “A universidade produz pessoas preparadas para construir um país melhor, fortalece o espírito de solidariedade que une o continente e gera movimentação econômica local com emprego, renda e fomento às atividades culturais e turísticas”, afirmou.
Glauber também enfatizou que a obra arquitetônica será visitada eternamente por ser uma das últimas grandes criações de um dos maiores arquitetos da história.
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Inclusão social com trabalhadores do sistema prisional
O Campus Arandu destaca-se não apenas pela grandiosidade arquitetônica, mas também pelas iniciativas de inclusão social no canteiro de obras. Atualmente, 12 pessoas do sistema prisional trabalham na construção por meio de parceria com o Departamento Penitenciário (Depen), em programa de redução de penas e ressocialização, com meta de ampliar esse número para 44 trabalhadores nos próximos meses.
Além disso, a obra mantém no mínimo 15% de mão de obra de grupos prioritários, incluindo mulheres, egressos do sistema penal, pessoas com deficiência, migrantes e jovens no primeiro emprego, promovendo diversidade e oportunidades de trabalho qualificado.
Ações de sustentabilidade no projeto arquitetônico
Entre as ações de sustentabilidade implementadas destacam-se o monitoramento e resgate de fauna, com mais de 70 animais salvos, a criação de corredor ecológico para trânsito de animais silvestres, política de Plástico Zero no canteiro de obras, aproveitamento de águas pluviais para reuso, utilização de vidros duplos para eficiência térmica e estudo para instalação de placas fotovoltaicas no estacionamento.
Essas medidas reforçam o compromisso ambiental do projeto, integrando preservação ecológica à expansão educacional na região de Foz do Iguaçu.





