Deral aponta safra recorde de Soja no Paraná

A soja ganha destaque mais uma vez no Boletim Conjuntural do Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento. O documento indica trajetória próxima ao recorde histórico para o agronegócio paranaense.

O Boletim desta quinta-feira (15) analisa também fruticultura e mercado de trabalho na suinocultura, com ênfase na absorção de mão de obra estrangeira.

O cenário produtivo reforça otimismo para a safra 2025/2026 de soja. A reavaliação das lavouras mostra 90% das áreas em boas condições, superior à semana anterior e às últimas oito safras.

Safra de soja 2026 projeta 22 milhões de toneladas no Paraná

A produção paranaense de soja poderá alcançar cerca de 22 milhões de toneladas. Esse volume aproxima-se do recorde estadual de 22,3 milhões de toneladas do ciclo 2022/2023.

As primeiras colheitas concentram-se no Oeste do Estado e indicam boa produtividade. Representam, porém, apenas parcela reduzida da área total semeada de 5,78 milhões de hectares.

O Deral alerta para cautela, pois 88% das lavouras passam por fases críticas nos próximos meses. Apenas 12% estão em maturação.

Comercialização de soja enfrenta preços pressionados no Paraná

A comercialização mostra preços pressionados pela estabilidade das cotações internacionais e valorização do real. A saca de soja mantém patamares semelhantes ao início de 2025.

Em janeiro de 2025, a média chegou a R$ 119,18 por 60 kg. Na primeira semana de 2026, registrou R$ 118,16, queda de 1%.

Os preços variam entre R$ 115,00 e R$ 120,00 desde janeiro de 2025. Esse cenário contrasta com o otimismo produtivo.

Comércio no Paraná cresce 2,4% em 2025

Mão de obra estrangeira impulsiona suinocultura paranaense

Dados da Relação Anual de Informações Sociais (Rais) revelam que imigrantes ocupavam 15,6% dos empregos formais em frigoríficos de suínos no Brasil ao fim de 2024. No Paraná, essa fatia atingiu 8,4%, com predominância de haitianos (42,2%), venezuelanos (36,8%) e paraguaios (15,2%).

No segmento de criação de suínos, a presença estrangeira é menor, em 1,7% nacionalmente. O Paraná lidera com 4% do quadro, sobretudo paraguaios (86,7%).

Santa Catarina concentra mais estrangeiros em abate (30,6%), seguida por Rio Grande do Sul (14,2%) e Paraná (8,4%). O setor absorve fluxos migratórios globais.

Exportações de frutas brasileiras crescem em 2025

A fruticultura brasileira registrou vigor em 2025. As exportações superaram 1,3 milhão de toneladas, com alta de 19,7% no volume em relação a 2024.

A receita alcançou US$ 1,56 bilhão, avanço de 12,8% anual. O preço médio da tonelada recuou 5,7%, de US$ 1.266 mil/t para US$ 1.193 mil/t.

Os números consolidam a presença brasileira no mercado global, superando um bilhão de dólares em vendas. O setor vence barreiras comerciais apesar de taxações unilaterais.