Cães policiais retiram 150 toneladas de drogas em 2025

A atuação integrada das forças de segurança do Paraná, com emprego estratégico de cães policiais, resultou na retirada de quase 150 toneladas de entorpecentes de circulação em 2025.

O volume representa um avanço consolidado de 160,8% em relação a 2024. A integração entre a Companhia Independente de Operações com Cães (CIOC), da Polícia Militar do Paraná (PMPR), e o Núcleo de Operações com Cães (NOC), da Polícia Civil do Paraná (PCPR), foi decisiva para os resultados.

No balanço unificado das duas corporações, foram apreendidas 149,8 toneladas de drogas, considerando maconha, cocaína, haxixe e skank. Em 2024, o volume havia sido de 57,4 toneladas. As operações conjuntas também resultaram na prisão de 2.056 pessoas, crescimento de 12,7% em comparação às 1.825 detenções registradas no ano anterior.

Apreensões de drogas crescem em todas as substâncias

Os dados por tipo de entorpecente mostram aumentos expressivos. A maconha apreendida saltou de 56 toneladas para 145,4 toneladas, um crescimento de 159,5%. Já a cocaína interceptada pelas equipes integradas chegou a 2,7 toneladas, representando aumento de 128,3%.

O haxixe apresentou um dos maiores percentuais de crescimento, com alta de 720,1%, passando de 176,7 quilos para 1,4 tonelada em 2025. O skank também teve avanço significativo, com crescimento de 838,1%, totalizando 203 quilos no acumulado do ano.

Armas, munições e impacto financeiro no crime

Além das drogas, o emprego de cães policiais contribuiu para a retirada de outros ilícitos das ruas. As forças de segurança apreenderam, de forma integrada, 456 armas, número 97,4% superior às 231 armas recolhidas em 2024. O volume de munições apreendidas também aumentou, com 6.436 unidades recolhidas, alta de 29,2% em relação às 4.980 do ano anterior.

Ainda em 2025, as ações resultaram na apreensão de R$ 796,3 mil em dinheiro, um crescimento de 185%. As operações provocaram um prejuízo estimado em R$ 522,1 milhões às organizações criminosas, contribuindo para o enfraquecimento financeiro das estruturas do tráfico.

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Vínculo entre policiais e cães fortalece operações

O comandante da Companhia Independente de Operações com Cães, capitão Marcelo Hoiser, destacou a importância do vínculo entre os cães e os policiais militares. Segundo ele, trata-se de uma parceria construída no dia a dia, que vai desde o contato com a comunidade até o enfrentamento direto da criminalidade.

De acordo com o comandante, as apreensões reforçam o impacto direto do faro canino na interrupção das rotas logísticas do tráfico em território paranaense, ampliando a eficiência das ações policiais em diferentes cenários.

Cinotecnia é ferramenta estratégica no combate ao tráfico

Para a delegada Ana Cristina Ferreira, chefe da Divisão Estadual de Narcóticos (Denarc) da PCPR, o uso de cães de faro é resultado de um trabalho técnico rigoroso, com treinamento permanente e protocolos padronizados para os operadores.

Segundo ela, a atuação especializada potencializa as ações de segurança pública, especialmente no combate ao tráfico de drogas, consolidando a cinotecnia como ferramenta estratégica e indispensável para a atividade policial no Paraná.

Treinamento rigoroso garante alta performance

A alta performance operacional dos cães policiais é fruto de um processo rigoroso de formação, iniciado ainda nos primeiros dias de vida dos animais. O treinamento utiliza a associação de odores a recompensas lúdicas, preparando os cães para atuar em ambientes de alta complexidade.

Raças como o Pastor Belga Malinois e o Pastor Alemão são treinadas pela CIOC e pelo NOC para múltiplas funções, incluindo faro, busca e captura. Atualmente, as forças de segurança do Paraná contam com cerca de 180 cães em atividade.

Além de operações em estradas e cumprimento de mandados, os cães também apoiam ações conjuntas com bombeiros e outras frentes operacionais. Em 2026, a previsão é de incorporação de mais 20 cães às atividades. Parte dos animais vive com os policiais dentro do programa K9, modelo que fortalece o vínculo de confiança e permite treinamento contínuo mesmo fora do serviço.


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