O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, confirmou nesta quinta-feira (22) que não participará da disputa ao Palácio do Planalto nas eleições deste ano. Em publicação nas redes sociais, ele afirmou que será candidato à reeleição ao governo paulista e que seguirá alinhado à coligação liderada por Jair Bolsonaro, com o objetivo de manter a direita unida.
Na mensagem, Tarcísio declarou que qualquer informação diferente disso não passa de especulação. O governador também informou que visitará Bolsonaro na próxima semana para manifestar apoio e solidariedade, ressaltando que mantém uma relação de gratidão e lealdade com o ex-presidente.
Apesar de nunca ter se colocado publicamente como candidato à Presidência da República, Tarcísio de Freitas vinha sendo apontado como o nome preferido de setores do centro-direita para disputar o Planalto como alternativa ao ex-presidente Bolsonaro. Lideranças partidárias chegaram a manifestar interesse em compor uma coligação em torno do governador paulista.
O presidente do PSD, Gilberto Kassab, em diferentes ocasiões, expressou disposição para apoiar uma eventual candidatura presidencial de Tarcísio. A projeção do governador no cenário nacional, no entanto, passou a gerar desconforto no núcleo bolsonarista.
Pressões da família Bolsonaro e disputa interna
A movimentação em torno do nome de Tarcísio provocou cobranças da família Bolsonaro para que ele deixasse claro que não concorreria à Presidência no lugar do ex-presidente. Na última terça-feira, o governador foi criticado publicamente por Eduardo Bolsonaro por não ter se manifestado sobre a escolha de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) como candidato do grupo conservador.
Embora não tenha citado diretamente Flávio Bolsonaro em sua publicação, a retirada de seu nome da disputa presidencial reduz a concorrência interna no campo conservador. Além do senador, outros possíveis candidatos à Presidência pelo espectro da direita incluem os governadores Ronaldo Caiado, pelo União Brasil, e Romeu Zema, pelo Novo.
Atuação política em defesa de Bolsonaro
Mesmo ciente do consenso partidário em torno de seu nome e participando de reuniões com lideranças de oposição ao governo Luiz Inácio Lula da Silva, Tarcísio atuou para preservar a força política de Bolsonaro durante todo o andamento da ação penal que resultou na prisão do ex-presidente.
O governador teve participação ativa na articulação junto ao Congresso Nacional para a construção de um projeto de lei de anistia aos condenados pelos ataques de 8 de janeiro de 2023. Esse movimento culminou na aprovação do PL da Dosimetria, em dezembro, posteriormente vetado por Lula no início deste ano.
Gleisi confirma pré-candidatura ao Senado
Pesquisa aponta novo cenário eleitoral
A manifestação de Tarcísio ocorre um dia após a divulgação de uma pesquisa da Atlas/Intel, que indicou a consolidação de Flávio Bolsonaro como principal nome do bolsonarismo para a sucessão presidencial. Nos cenários de primeiro turno, o senador aparece com 35% das intenções de voto quando considerado o único candidato do grupo.
Na mesma pesquisa, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro obteve 31% das intenções de voto, enquanto Tarcísio de Freitas alcançou 28%. Em simulações de segundo turno contra Lula, tanto o governador quanto o senador registrariam 45% dos votos, sendo derrotados pelo atual presidente.





