A Prefeitura de Francisco Beltrão lançou oficialmente o Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) referente ao exercício de 2026. As guias já estão disponíveis para acesso dos contribuintes no site oficial do município, no endereço www.franciscobeltrao.pr.gov.br.
Os moradores de Francisco Beltrão podem optar pelo pagamento em cota única, com desconto de 10%, ou pelo parcelamento, conforme o calendário de vencimentos estabelecido pela administração municipal. O pagamento da cota única, assim como da primeira parcela, vence no dia 16 de março de 2026.
Para este ano, a Secretaria Municipal da Fazenda estima uma arrecadação de aproximadamente R$ 32 milhões com o IPTU. Em 2025, dos R$ 28 milhões previstos, foram arrecadados cerca de R$ 22 milhões, o que resultou em uma inadimplência de aproximadamente 21%, equivalente a cerca de R$ 6 milhões.
Taxa de lixo passa a ser cobrada separadamente
Além do lançamento do IPTU 2026, outra mudança importante envolve a forma de cobrança da Taxa de Coleta de Lixo em Francisco Beltrão. A partir deste ano, a taxa deixa de ser incluída junto ao imposto e passa a ser cobrada separadamente, conforme as diretrizes do novo Código Tributário do Município, aprovado pela Câmara de Vereadores no final do ano passado.
A alteração tem base na diferença legal entre imposto e taxa. Enquanto o imposto não está vinculado a um serviço específico, a taxa existe exclusivamente para custear um serviço determinado, neste caso, a coleta de resíduos sólidos urbanos.
Com isso, o município busca adequar a cobrança à legislação vigente e tornar o modelo mais transparente para o contribuinte, separando claramente os valores destinados ao imposto e ao serviço de coleta de lixo.
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Cobrança pode vir na conta de água
A administração municipal estuda a possibilidade de firmar um convênio com a Sanepar para que a Taxa de Coleta de Lixo seja cobrada diretamente na conta de água. Caso a proposta seja efetivada, a cobrança poderá ser feita em até 10 parcelas mensais, oferecendo maior prazo para pagamento e mais organização financeira aos contribuintes.
De acordo com o diretor da área comercial da Sanepar em Francisco Beltrão, Edemir Cleverson Nesi, a metodologia proposta tende a tornar a cobrança mais justa. Segundo ele, estudos realizados pela companhia apontam que quem consome mais água geralmente gera mais lixo.
Atualmente, todos pagam o mesmo valor, independentemente do volume de resíduos produzidos. Com a vinculação da taxa ao consumo de água, a cobrança passaria a refletir melhor a geração de lixo de cada imóvel.
Outro benefício apontado pela proposta é a possível redução da inadimplência. A estimativa é de que, com a taxa sendo incluída na fatura de água, o índice de inadimplência do município possa cair para patamares inferiores a 2%, aumentando a eficiência na arrecadação e contribuindo para melhorias na gestão dos resíduos sólidos urbanos.





