Ao lado de Ratinho e Leite, Caiado se filia ao PSD

O PSD, partido do governador do Paraná, Ratinho Junior, confirmou a filiação do governador de Goiás, Ronaldo Caiado, na noite desta terça-feira (27). O anúncio foi feito poucas horas após Caiado oficializar sua saída do União Brasil.

A nova filiação foi divulgada em um encontro que reuniu Caiado, Ratinho Junior e o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite. Em publicação nas redes sociais, o governador goiano agradeceu ao antigo partido e afirmou que a mudança marca o início de uma nova etapa política.

“Sou grato ao União Brasil, onde construí uma trajetória de coerência e defesa do país. Mas chegou a hora de dar um passo adiante e hoje, com total desprendimento, nos juntamos para construir um projeto de verdadeira mudança para um novo Brasil”, declarou Caiado.

PSD concentra pré-candidatos ao Planalto

A mudança de partido ocorre em meio às articulações para as eleições presidenciais. Dentro do PSD, a disputa por uma eventual candidatura à Presidência da República está concentrada entre Ratinho Junior e Eduardo Leite. No momento, o governador paranaense aparece em posição de maior destaque nas conversas internas da sigla.

O presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, afirmou que a definição dependerá também da movimentação de outros nomes no cenário político. Segundo ele, caso o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), seja candidato à Presidência, o PSD poderá apoiá-lo. Se ele optar pela reeleição ao governo paulista, a sigla deve lançar um de seus próprios nomes.

Caiado busca viabilizar projeto nacional

Ronaldo Caiado deixou o União Brasil com o objetivo de buscar viabilização para uma possível candidatura ao Palácio do Planalto. Em entrevista à rádio Novabrasil, em Goiânia, ele afirmou ter comunicado às lideranças da antiga legenda que procuraria uma nova sigla para dar continuidade ao projeto nacional.

O União Brasil, por sua vez, avalia que lançar um candidato próprio sem forte competitividade poderia prejudicar a legenda. Nesse cenário, a tendência seria apoiar outro nome, que poderia ser Tarcísio de Freitas, Ratinho Junior, Eduardo Leite ou até mesmo Flávio Bolsonaro (PL).

Aliança interna e apoio mútuo

No PSD, Caiado não formalizou uma pré-candidatura à Presidência. Ele afirmou que, entre os três governadores — ele próprio, Ratinho Junior e Eduardo Leite —, aquele que for escolhido como candidato contará com o apoio dos demais.

“Aqui não tem o interesse pessoal de cada um. Aquele que for escolhido levará essa bandeira de um projeto de esperança e de resgate”, disse.

O governador de Goiás também avaliou que o apoio do ex-presidente Jair Bolsonaro a um candidato não garante automaticamente a transferência integral de votos. Segundo ele, o prestígio político não se converte necessariamente em apoio total nas urnas.