O Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR) realiza nesta sexta-feira (30) o evento “Visibilidade Trans 2026”, voltado à promoção do debate sobre diversidade e inclusão. A iniciativa é organizada pelo Núcleo de Diversidade e Inclusão (NDI) do tribunal, em parceria com a Articulação Nacional de Trabalhadoras e Trabalhadores Trans e Travestis do Sistema de Justiça (ANTRAJUS).
O encontro é aberto ao público externo e acontece no auditório do TRE-PR, em Curitiba, com início às 14h. A programação reúne palestras e discussões sobre direitos, identidade de gênero e inclusão de pessoas trans e travestis nos espaços institucionais.
Debate sobre identidade e acesso a direitos
Entre os temas previstos está a discussão sobre como o padrão de identidade cisgênero influencia a estrutura das instituições brasileiras. O debate também aborda se essa norma social pode dificultar o acesso de pessoas trans e travestis a atendimentos clínicos e outros serviços.
O evento vai apresentar o conceito de “transfeminismo jurídico”, que propõe refletir sobre a possibilidade de transformação do sistema legal a partir de perspectivas travestis. A proposta é discutir o Direito como ferramenta de resistência e inclusão social.
A mediação ficará a cargo da presidente do NDI e ouvidora-geral do Supremo Tribunal Federal (STF), doutora Flavia da Costa Viana. O encontro contará com a participação dos palestrantes Clarisse Mack e Theo Brandon.
Palestrantes trazem experiências acadêmicas e ativismo
Clarisse Mack é formada em Direito pela Universidade Federal da Paraíba (UFPB) e foi a primeira mulher trans a ingressar no curso da instituição. Atualmente, é mestranda em Direitos Humanos pelo Programa de Pós-Graduação em Direitos Humanos (PPGDH/UFPB), especialista em Direito e Gênero, historiadora e ativista, além de atuar como gestora de diversidade e inclusão. Ela também é autora do livro “Transfeminismo Jurídico”, que aborda a invisibilidade e a exclusão de pessoas travestis e transexuais.
Theo Brandon é graduando em Medicina pela Universidade do Estado da Bahia (UNEB) e técnico em informática pelo Instituto Federal da Bahia (IFBA). Ele se apresenta como homem negro, trans, ativista e pai de Dionísio, de 7 anos.
Comitê Gestor da Expobel 2026 ajusta últimos detalhes
Estudo aponta expectativa de vida de pessoas trans
Nesta segunda-feira (26), foi divulgado no Dossiê da Rede Trans um estudo elaborado pela servidora Mariana Silva Arakawa. A pesquisa estimou a expectativa de vida de pessoas trans a partir de dados das estatísticas eleitorais do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
O levantamento aponta que a expectativa de vida estimada para pessoas trans é de 69,1 anos. Para efeito de comparação, a expectativa de vida ao nascer no Brasil é de 76,4 anos, diferença de cerca de sete anos. Segundo Mariana Arakawa, o dado reforça a necessidade de políticas públicas que promovam a dignidade e a inclusão da população trans.
Serviço
O evento “Visibilidade Trans 2026” será realizado no dia 30 de janeiro, sexta-feira, a partir das 14h, no auditório do TRE-PR, localizado na Rua João Parolin, nº 224, em Curitiba. A participação é aberta ao público externo.





