Em um dia de ajustes no mercado financeiro, o dólar subiu e a bolsa de valores recuou após a indicação do futuro presidente do Federal Reserve. Apesar do movimento desta sexta-feira (30), a moeda norte-americana encerrou janeiro com a maior queda em sete meses, enquanto o mercado acionário brasileiro registrou o melhor desempenho mensal em pouco mais de cinco anos.
O dólar comercial fechou o dia vendido a R$ 5,248, com alta de R$ 0,054, o equivalente a 1,03%. A cotação começou a sessão próxima da estabilidade, mas passou a subir depois que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, indicou Kevin Warsh para presidir o Fed.
Mesmo com a valorização no dia, o dólar acumulou queda de 4,4% em janeiro, o melhor resultado mensal desde junho do ano passado. Apenas nesta semana, a divisa norte-americana recuou 0,73%.
Indicação de Warsh influencia câmbio global
Os fatores internacionais dominaram as negociações ao longo do dia. A indicação de Kevin Warsh, ex-diretor do Fed, para comandar o banco central norte-americano fortaleceu o dólar em vários mercados, reduzindo a desvalorização da moeda dos Estados Unidos observada nas últimas semanas.
Warsh é um nome conhecido entre investidores e, até recentemente, apresentava uma postura considerada mais conservadora em relação à política monetária. Esse perfil reforçou a percepção de maior rigor no combate à inflação, o que costuma sustentar a moeda norte-americana no cenário global.
Ibovespa cai no dia, mas fecha janeiro com alta forte
Ibovespa recua no dia, mas tem melhor mês desde 2020
O mercado de ações também registrou perdas no pregão. O índice Ibovespa, da B3, encerrou a sessão aos 181.364 pontos, com baixa de 0,97%. O indicador chegou a operar em alta no início da tarde, mas perdeu força e passou a cair, influenciado por fatores internos e externos.
Apesar do recuo pontual, a bolsa brasileira fechou janeiro com avanço de 12,56%. Esse foi o melhor desempenho mensal do Ibovespa desde novembro de 2020, período em que o mercado se recuperava dos impactos iniciais da pandemia de covid-19.
A queda da bolsa, além da influência do mercado externo, o pregão também foi marcado pela realização de lucros. Nesse movimento, investidores aproveitam a valorização recente das ações para vender papéis e garantir ganhos acumulados.
Com a forte alta do Ibovespa ao longo de janeiro, parte dos agentes optou por ajustar posições, o que contribuiu para o recuo do índice nesta última sessão do mês.





