Inner Circle leva 153 mil pessoas ao Verão Maior

A noite de sábado (31) do Verão Maior Paraná começou com um show que entrou para a história do festival. A banda jamaicana Inner Circle foi a primeira atração a subir ao palco em Matinhos e reuniu 153 mil pessoas na praia, confirmando a força de um dos maiores nomes do reggae internacional.

Esta foi a segunda atração internacional da edição 2026 do evento gratuito promovido pelo Governo do Paraná. Duas semanas antes, o festival já havia recebido o Gipsy Kings by André Reyes, que levou 105 mil pessoas à orla de Matinhos.

Criado no fim da década de 1960, em Kingston, capital da Jamaica, o Inner Circle ajudou a difundir o reggae pelo mundo. Ao longo da trajetória, o grupo vendeu cerca de 2 milhões de discos, conquistou o Grammy de melhor álbum de reggae com “Bad Boys”, em 1993, e alcançou disco de platina no Brasil, com mais de 100 mil cópias vendidas.

Conexão com o público começou antes da primeira música

Em Matinhos, a conexão com o público começou ainda antes do primeiro acorde. Assim que subiu ao palco, o vocalista Ian Lewis saudou a plateia em português, perguntando se o público estava pronto, gesto que arrancou aplausos imediatos.

Minutos antes, nos bastidores, os integrantes ensaiavam a frase com o auxílio de celulares, utilizando a tradução na tela para acertar a pronúncia. Durante o show, a sintonia continuou evidente, com Ian puxando os coros e sendo acompanhado por milhares de vozes que cantaram e dançaram do início ao fim.

O repertório trouxe clássicos que atravessaram gerações, como “Games People Play”, “Black Roses”, “Sweat (A La La La La Long)” e “Bad Boys”. A banda também passeou por outros estilos ao apresentar versões de “Let It Be”, dos The Beatles, e “Thinking Out Loud”, de Ed Sheeran. A apresentação foi encerrada com uma versão a capela, cantada em conjunto com o público, de “One Love”, clássico de Bob Marley.

Estrutura do evento e mistura de gerações

A estrutura montada pelo Governo do Estado também chamou a atenção dos músicos. O baterista Lancelot Hall destacou o palco instalado na areia e afirmou que a banda já realizou apresentações semelhantes em outras cidades brasileiras, como Santos e Rio de Janeiro.

O tecladista Touter Harvey ressaltou a presença de diferentes gerações no público. Segundo ele, ao longo dos anos, fãs mais jovens passaram a frequentar os shows e, muitas vezes, levaram familiares mais velhos. Para o músico, essa mistura reflete a essência do reggae, marcada por mensagens de amor, alegria e união.

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Público celebra oportunidade de ver banda internacional

Entre o público, a sensação predominante era de celebração e oportunidade única. Morador de Guaratuba, Felipe Torquato associou o reggae ao clima de praia e relembrou a infância ouvindo o estilo musical. Para ele, assistir a um show internacional gratuito na orla é uma experiência especial.

Adriano Gonçalves Ferreira afirmou que foi justamente a atração internacional que o levou até Matinhos. Ele destacou a dificuldade de ver apresentações desse porte em outras cidades e ressaltou que o festival também movimenta a economia local, beneficiando hotéis, transporte e trabalhadores.

Ricardo Gomes de Almeida, de Pinhais, também celebrou o repertório repleto de clássicos e apontou o festival como um incentivo importante à cultura. Segundo ele, eventos desse porte valorizam a arte e atendem a uma expectativa do público que aprecia o reggae.