As altas temperaturas do verão exigem atenção redobrada dos tutores com a saúde de cães e gatos. Como esses animais dissipam o calor principalmente por meio da respiração ofegante, tornam-se mais vulneráveis a problemas como hipertermia, também conhecida como golpe de calor, desidratação, queimaduras nas patas causadas por superfícies quentes e insolação.
Além dos riscos ligados diretamente ao calor, o período também favorece a proliferação de parasitas, como pulgas e carrapatos, e o aumento de problemas dermatológicos. Em animais de pelagem clara, a exposição solar intensa ainda eleva o risco de câncer de pele.
Principais riscos para pets em dias quentes
Entre os principais problemas observados durante o verão estão a hipertermia e a desidratação, que podem evoluir rapidamente para quadros graves. Superfícies como asfalto, areia e calçadas expostas ao sol podem atingir temperaturas elevadas e causar queimaduras nas patas.
A insolação é outro risco frequente, principalmente quando o animal permanece exposto ao sol por longos períodos. Ao mesmo tempo, o calor e a umidade criam condições favoráveis para o aumento de pulgas e carrapatos, além de dermatites e infecções de pele.
Raças braquicefálicas, que possuem focinho curto, como pug, bulldog, shih-tzu e gatos persas, apresentam risco maior, pois já enfrentam dificuldades respiratórias naturais, o que reduz a eficiência do organismo em perder calor.
Sinais de alerta exigem atendimento veterinário
Alguns sinais indicam que o animal pode estar sofrendo com o calor e exigem atendimento veterinário imediato. Entre eles estão ofegação intensa e contínua, apatia, fraqueza ou desmaio, além de salivação excessiva.
Também são sinais preocupantes gengivas muito vermelhas ou arroxeadas, vômito, diarreia e batimentos cardíacos acelerados. Corpo muito quente ao toque e dificuldade para respirar também indicam situação de emergência.
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Como prevenir problemas em cães no verão
Para reduzir os riscos, a orientação é evitar passeios entre 10h e 16h, período de maior incidência solar, dando preferência ao início da manhã ou à noite. Antes de sair, é importante testar o chão com a mão por cerca de cinco segundos; se estiver quente para a pele humana, também estará para as patas do animal.
Oferecer água fresca constantemente e garantir ambientes sombreados e ventilados são medidas essenciais. Em cães de pelagem clara, pode-se utilizar protetor solar veterinário em regiões sensíveis, como focinho e orelhas.
A tosa excessiva não é recomendada sem orientação profissional, já que a pelagem também atua como proteção contra o sol. Em casos de superaquecimento, o resfriamento deve ser feito de forma gradual, com água em temperatura ambiente, seguido de atendimento veterinário.
Cuidados específicos com gatos em dias quentes
No caso dos gatos, é fundamental assegurar locais arejados e sombreados dentro de casa. Disponibilizar vários potes de água fresca ajuda a estimular a hidratação. Raças de focinho curto, como os persas, necessitam de ventilação ainda maior.
O controle de pulgas deve estar em dia, e a exposição ao sol direto deve ser evitada, principalmente em áreas sem pelos ou com pouca pigmentação. Mudanças no comportamento, como letargia ou respiração anormal, também devem ser observadas com atenção.
Raças mais vulneráveis ao calor
Algumas raças apresentam risco elevado de hipertermia devido às características físicas:
Pug – focinho muito achatado
Bulldog Inglês – braquicefalia associada a corpo compacto
Bulldog Francês – dificuldade respiratória acentuada
Boston Terrier – focinho curto
Shih Tzu – focinho curto e pelagem densa
Persa (gato) – vias aéreas estreitas e face achatada
Outros fatores que aumentam a vulnerabilidade ao calor incluem obesidade, idade avançada, pelagem muito densa, como em Husky, Akita e Chow Chow, porte muito grande, como São Bernardo, e cores escuras, que absorvem mais radiação solar.
Em caso de dúvidas, sintomas leves ou mudanças de comportamento, a recomendação é buscar orientação de um médico-veterinário, que poderá avaliar as necessidades específicas de acordo com a raça, idade e condições de saúde do animal.





