Com as temperaturas elevadas do verão brasileiro, tutores precisam redobrar os cuidados durante os passeios com cães. O calor intenso aumenta o risco de golpe de calor, queimaduras nas patas e desidratação.
Médicos-veterinários recomendam ajustes simples na rotina para manter os pets ativos e protegidos mesmo quando os termômetros ultrapassam os 30 °C.
Horários mais seguros para caminhar
Escolher o horário certo é uma das medidas mais importantes. A orientação é optar por passeios antes das 10h ou após as 16h, evitando o período entre 10h e 16h, quando a incidência solar é mais forte. Nesse intervalo, o asfalto pode alcançar temperaturas próximas de 60 °C, capazes de causar queimaduras graves nas patas.
Além de reduzir o risco de lesões, os horários mais frescos ajudam a prevenir a hipertermia, já que o animal não precisará fazer esforço excessivo para dissipar o calor corporal.
Teste simples ajuda a evitar queimaduras
Antes de sair, é importante verificar a temperatura do solo. Pressione a mão no asfalto por cerca de 10 segundos. Se estiver quente demais para a pele humana, também estará para o cão.
Quando o chão estiver muito aquecido, a recomendação é evitar a rota ou utilizar botas protetoras e ceras específicas para patas. Esses produtos formam uma barreira que ajuda a proteger contra rachaduras e o calor extremo.
Água fresca deve acompanhar o passeio
A hidratação é essencial durante o verão. Levar uma garrafa térmica ou bebedouro portátil com água fresca permite oferecer pequenos goles ao pet durante as pausas.
Cubos de gelo podem ser utilizados para manter a água fria por mais tempo, mas devem ser usados com moderação. O consumo excessivo de água muito gelada pode causar desconfortos gastrointestinais.
Sombra e superfícies naturais são aliadas
Sempre que possível, escolha rotas com sombra. Parques arborizados, gramados úmidos, trilhas de terra e praias com areia fresca são opções mais seguras, pois dissipam menos calor do que o concreto e o asfalto.
Esses ambientes também tornam o passeio mais confortável e reduzem a exposição direta ao sol.
Proteção solar também é importante
Cães de pelagem curta, clara ou com áreas despigmentadas precisam de proteção extra. O uso de protetor solar veterinário no focinho, orelhas e regiões sensíveis ajuda a prevenir queimaduras e reduz o risco de câncer de pele.
O produto deve ser específico para pets, já que protetores humanos podem conter substâncias tóxicas para os animais.
Duração menor e atenção aos sinais do corpo
Em dias muito quentes, os passeios devem ser mais curtos, entre 15 e 20 minutos. Durante a caminhada, é fundamental observar o comportamento do animal.
Ofegância intensa, salivação excessiva, apatia ou dificuldade para caminhar são sinais iniciais de hipertermia e indicam que o passeio deve ser interrompido imediatamente.
Raças mais sensíveis exigem cuidado redobrado
Raças braquicefálicas, como pug, bulldog e shih tzu, têm mais dificuldade para dissipar o calor devido ao focinho curto. Esses cães apresentam risco muito maior de desenvolver problemas respiratórios e golpe de calor.
Nesses casos, a exposição ao calor deve ser ainda mais limitada, com passeios rápidos e em horários bem frescos.
Primeiros socorros para golpe de calor em cães e gatos
Segurança durante o trajeto
Em áreas urbanas, o uso de guia curta é recomendado para manter o controle do animal e evitar acidentes. Ruas tranquilas e com menor fluxo de veículos são mais indicadas para caminhadas no verão.
Pós-passeio também requer atenção
Ao retornar para casa, o tutor pode refrescar o pet com uma toalha úmida em temperatura ambiente. É importante inspecionar as patas em busca de possíveis lesões e oferecer água fresca em abundância para reposição hídrica.
Essas medidas ajudam a reduzir os riscos associados ao calor e tornam o verão uma estação mais segura para a prática de exercícios com cães.





