A Polícia Rodoviária Federal (PRF) participou de uma operação de transferência aeromédica de alta complexidade que garantiu o transporte seguro de um recém-nascido de apenas 14 dias de vida, de Umuarama, no Noroeste do Paraná, até a Região Metropolitana de Curitiba. O bebê nasceu com uma má formação congênita no coração e necessita de uma intervenção cirúrgica imediata, procedimento que não está disponível na região de origem, no interior do estado.
A ação integrada envolveu também transporte aéreo por meio de convênio da Secretaria de Estado da Saúde do Paraná (SESA), assegurando rapidez no deslocamento e estabilidade clínica durante todo o percurso. A operação mobilizou equipes especializadas e utilizou dois modais aéreos para reduzir o tempo total de viagem e ampliar as chances de sucesso no tratamento.
O deslocamento inicial partiu de Umuarama em uma aeronave de asa fixa, disponibilizada por meio do convênio da SESA. Esse primeiro trecho foi fundamental para encurtar a distância entre o interior do Paraná e a capital, preservando o quadro clínico do recém-nascido, que exige cuidados contínuos e monitoramento constante.
O voo entre Umuarama e Curitiba teve duração aproximada de 1h20. A utilização do transporte aéreo evitou um trajeto terrestre prolongado, que poderia comprometer a estabilidade do bebê devido ao tempo de viagem e às condições de deslocamento.
Integração entre aeronaves reduz tempo de deslocamento
Após o pouso no Aeroporto do Bacacheri, em Curitiba, o helicóptero Patrulha 15, da PRF, já estava posicionado para dar continuidade ao resgate aeromédico. A integração entre a aeronave de asa fixa e o helicóptero foi decisiva para evitar o tráfego urbano da capital e agilizar a chegada ao hospital de referência.
A PRF realizou o transporte do recém-nascido e de sua acompanhante até o Hospital do Rocio, localizado em Campo Largo, na Região Metropolitana de Curitiba. O trajeto aéreo de helicóptero levou cerca de 10 minutos. Se fosse realizado por via terrestre, o percurso poderia durar quase uma hora, aumentando os riscos ao paciente.

Janela de oportunidade é essencial em casos críticos
De acordo com o médico do SAMU, Dr. Roberto Zammar, a integração entre os modais aéreos é fundamental em situações de urgência. “A integração entre o transporte aéreo de asa fixa e o helicóptero é fundamental para garantir que pacientes críticos cheguem ao centro de referência dentro da chamada ‘janela de oportunidade’”, destacou o profissional.
Esse conceito é amplamente utilizado na medicina de emergência e reforça a importância do tempo como fator determinante para o sucesso de intervenções em casos graves, como cirurgias cardíacas em recém-nascidos.
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Recém-nascido segue sob cuidados especializados
Atualmente, a criança permanece internada sob os cuidados da equipe de cardiologia pediátrica do hospital, onde passa por procedimentos preparatórios para a cirurgia cardíaca. A unidade hospitalar é referência no atendimento de alta complexidade e dispõe de estrutura adequada para realizar a intervenção necessária.
A atuação conjunta entre PRF, SESA e equipes médicas demonstra a importância da integração entre diferentes órgãos no atendimento de ocorrências de saúde de alta complexidade no Paraná, especialmente quando há necessidade de transferência rápida entre regiões do estado.





