Greca admite vice e mantém foco no Governo do PR

O secretário estadual do Desenvolvimento Sustentável e ex-prefeito de Curitiba, Rafael Greca, voltou a demonstrar interesse em disputar o Governo do Paraná nas eleições de 2026. A intenção, segundo ele próprio, não é novidade e tem sido reafirmada em aparições públicas e nas redes sociais.

A candidatura pelo PSD, com apoio do governador Ratinho Junior, é considerada o cenário ideal por Greca. Pesquisas de opinião indicam que ele aparece, neste momento, como um dos nomes mais competitivos da legenda na fase de pré-campanha.

Nos bastidores do Palácio Iguaçu, porém, a avaliação é diferente. A preferência do governador dentro do partido seria por Guto Silva, atual secretário das Cidades, pasta estratégica na articulação política do governo estadual. Outro nome cotado por Ratinho Junior para encabeçar a chapa do PSD é o deputado estadual Alexandre Curi.

Diante desse cenário, Greca passou a ser visto como um possível candidato a vice-governador em uma eventual chapa do PSD. Em entrevista ao jornalista Karlos Kohlbach durante evento da Associação Comercial do Paraná, realizado no Clube Curitibano, ele afirmou que não tem interesse em disputar o Senado. “Senado não quero. Vice pode ser. Eu não quero morar em Brasília mais. O que eu quero é servir o Paraná”, declarou.

Questionado sobre composições específicas, Greca foi direto ao falar de uma eventual candidatura como vice de Alexandre Curi. “Com certeza”, respondeu. Já sobre a possibilidade de compor com Guto Silva, adotou tom bem-humorado e citou o filme “E o Vento Levou”. “Como no Vento Levou, depois que a casa da Scarlett O’Hara pegou fogo, eu penso amanhã”, disse.

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Movimentações partidárias

Nos bastidores políticos, também circula a hipótese de Greca deixar o PSD na janela partidária. O PP, liderado no Paraná pelo deputado federal Ricardo Barros, é apontado como destino natural, devido à proximidade histórica do ex-prefeito com a família Barros.

Essa movimentação, entretanto, dependeria do cenário envolvendo o senador Sergio Moro. Caso Moro não consiga espaço na federação entre PP e União Brasil, uma eventual filiação de Greca aos Progressistas poderia ganhar força.

O próprio ex-prefeito confirmou que recebeu convites de outras legendas, mas afirmou que, por enquanto, segue no PSD. “Por enquanto, permaneço no PSD porque imagino que haverá um horizonte para o meu futuro”, declarou. O Podemos é citado como uma das siglas que demonstraram interesse em sua filiação.

Em outro momento, ao ser questionado sobre a possibilidade de ser vice em uma eventual chapa liderada por Sergio Moro, Greca foi enfático. “Nunca pensei em ser vice. Minha trajetória pede protagonismo”, afirmou.

Com forte capital político em Curitiba, maior colégio eleitoral do Estado, Rafael Greca segue como um dos ativos mais relevantes na disputa que se desenha para o Governo do Paraná, seja como cabeça de chapa ou peça-chave em uma composição majoritária.