Itaipu amplia vigilância contra dengue na Fronteira

A Itaipu Binacional promoveu, entre os dias 10 e 12 de fevereiro, a capacitação de 70 profissionais de saúde da Tríplice Fronteira dentro do projeto Vigilância Ativa de Precisão (VAP). A iniciativa utiliza tecnologia para monitorar e reduzir a infestação do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, zika e chikungunya, e integra as ações do GT Saúde Itaipu.

Implantado como projeto-piloto em Foz do Iguaçu em 2023, o VAP agora será expandido para Santa Terezinha de Itaipu, São Miguel do Iguaçu e Ciudad del Este, fortalecendo a integração binacional no combate às arboviroses.

Tecnologia e dados de precisão no combate ao Aedes

Desde o início do projeto, a Itaipu já investiu mais de R$ 600 mil no VAP. Os recursos foram destinados à capacitação de agentes de saúde, aquisição de insumos para armadilhas ovitrampas e contratação de licença de software no modelo Software as a Service (SaaS).

O sistema permite mapear com alto grau de precisão a circulação do mosquito e direcionar as ações de campo para áreas prioritárias. Os agentes de endemias de Foz do Iguaçu, que participaram da fase piloto, foram responsáveis por treinar as equipes dos demais municípios.

Segundo o gestor do convênio GT Saúde pela Itaipu, Nilton Bobato, os resultados já são visíveis. Em 2025, Foz do Iguaçu não registrou epidemia de dengue, cenário atribuído, entre outras medidas, à implementação da Vigilância Ativa de Precisão.

Com a ampliação do projeto, a região de fronteira passa a contar com um cinturão integrado de proteção contra dengue, zika e chikungunya, com base em dados técnicos e cooperação entre Brasil e Paraguai.

Cooperação binacional e capacitação técnica

A capacitação reuniu representantes das secretarias municipais de saúde, da Itaipu e do Senepa (Serviço Nacional de Erradicação do Paludismo), além de palestra do pesquisador em saúde pública da Fundação Oswaldo Cruz, Rafael Maciel de Freitas.

A gestão técnica do projeto é conduzida por Renata Defante, supervisora do Centro de Controle de Zoonoses de Foz do Iguaçu, na margem brasileira, e por Noelia Diaz, representante do Senepa, na margem paraguaia.

Durante a abertura, o assessor de Responsabilidade Social da Itaipu, Eduardo Scirea, ressaltou que a Vigilância Ativa de Precisão representa avanço estratégico para a saúde pública regional ao integrar tecnologia, capacitação profissional e cooperação binacional.

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Mosquitos com Wolbachia reforçam estratégia

Além do VAP, a Itaipu apoiou, em 2024, a implantação da biofábrica de mosquitos com Wolbachia em Foz do Iguaçu, iniciativa liderada pelo Ministério da Saúde. A empresa destinou R$ 161 mil para a reforma do espaço utilizado pela biofábrica.

Os chamados “mosquitos do bem” já foram liberados em cerca de 50% da área urbana do município, contribuindo para a redução significativa dos casos de dengue em 2025. O Ministério da Saúde trabalha para ampliar a cobertura para 100% do território urbano, consolidando a região como referência no enfrentamento às arboviroses por meio da cooperação binacional.