O ex-ministro da Saúde Alceni Guerra, filiado ao PSB, está sendo sondado por interlocutores do PT do Paraná para retornar à cena política nas eleições de 2026. A articulação prevê a composição de Alceni em uma chapa liderada por Requião Filho, pré-candidato do PDT ao Governo do Estado. As informações foram divulgadas pelo Blog Politicamente.
Segundo fontes ouvidas pelo blog, Alceni Guerra pode ocupar a vaga de vice na chapa, e as conversas estariam em estágio avançado. Na última sexta-feira, houve um encontro em Curitiba, no prédio onde o ex-ministro reside, no bairro Batel. Uma imagem que circula nos bastidores mostra Alceni ao lado da ministra Gleisi Hoffmann, que é pré-candidata ao Senado, além de Requião Filho e outras lideranças da esquerda.
A avaliação de aliados é que a composição uniria a juventude de Requião Filho à experiência administrativa de Alceni Guerra. Integrantes do grupo político destacam que foi Alceni quem participou da implementação do Sistema Único de Saúde (SUS) no Brasil, o que, segundo aliados, agrega credibilidade ao projeto político.
A aliança também teria o apoio do vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, apontado como amigo de longa data de Alceni Guerra e entusiasta da aproximação. Nos bastidores, interlocutores indicam que já haveria sinal verde para oficializar o nome do ex-ministro como vice na chapa de Requião Filho.
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Definição da segunda vaga ao Senado
Com a possível consolidação do nome de Alceni Guerra para a vice, a articulação política passa a se concentrar na definição do segundo candidato ao Senado na chapa. Gleisi Hoffmann já é tratada como nome certo na disputa, mas ainda há indefinição sobre quem ocupará a outra vaga.
O senador Flávio Arns deve ser chamado para uma reunião nas próximas semanas. Segundo fonte petista, uma candidatura à reeleição de Arns não é vista com bons olhos por parte do grupo, pois poderia disputar espaço político com Gleisi. A estratégia seria buscar um nome identificado com o PT que não represente concorrência direta à ministra.
Entre os nomes cogitados estão Dr. Rosinha, Jorge Samek e Nedson Micheleti. O deputado estadual Goura também é mencionado, mas com menor entusiasmo, já que a tendência é que ele dispute a reeleição à Assembleia Legislativa.
Diante desse cenário, Flávio Arns poderia ser incentivado a concorrer a uma vaga na Câmara dos Deputados.
Ausência de Luciano Ducci chama atenção
Outro ponto que tem gerado comentários nos bastidores é a ausência do deputado federal Luciano Ducci, atual presidente do PSB no Paraná, nas negociações envolvendo a frente formada por PT, PDT e PSB.
Segundo relatos, Ducci estaria reticente em relação à estratégia política do campo progressista para 2026. Há, inclusive, avaliações de que o comando do PSB no Estado poderia passar por mudanças. Atualmente, o partido ainda não está oficialmente alinhado à pré-candidatura de Requião Filho, mas interlocutores avaliam que a decisão final deve partir de Brasília.
Alguns atribuem o distanciamento de Ducci ao cenário eleitoral de 2024, quando Roberto Requião e seu filho, então no PT, fizeram críticas à escolha de Luciano Ducci por parte de Gleisi Hoffmann e do presidente Lula. Outros avaliam que o ex-prefeito de Curitiba não estaria confortável com a atual configuração da frente ampla.
Há ainda a leitura de que Ducci pode repetir a postura adotada em 2022, quando o PSB estava formalmente com Roberto Requião na disputa ao governo, mas o parlamentar evitava aparições ao lado do candidato petista durante a campanha.





