Bolsonaro tem piora da função renal, diz hospital

Internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) desde a última sexta-feira (13), o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) permanece clinicamente estável, mas apresentou piora da função renal, segundo boletim médico divulgado neste sábado (14) pelo Hospital DF Star, em Brasília.

De acordo com o informe médico, também houve elevação dos marcadores inflamatórios durante o acompanhamento clínico.

Diagnóstico é de broncopneumonia bacteriana

Bolsonaro foi internado após apresentar febre alta, queda na saturação de oxigênio, sudorese e calafrios.

Exames de imagem e laboratoriais confirmaram o diagnóstico de broncopneumonia bacteriana bilateral de provável origem aspirativa.

O ex-presidente segue recebendo tratamento com antibióticos, além de hidratação por via endovenosa e fisioterapia respiratória e motora.

Segundo o hospital, também estão sendo adotadas medidas de prevenção contra trombose venosa.

Ainda não há previsão de alta da UTI

O cardiologista Brasil Caiado, médico que acompanha Bolsonaro, afirmou durante coletiva na sexta-feira (13) que não é possível prever quando o ex-presidente poderá deixar o hospital.

Segundo ele, o tempo de internação depende da resposta do organismo ao tratamento com antibióticos.

“Em geral, antibiótico em terapia venosa em quadro de pneumonia grave bilateral pode durar mais de sete dias, oito, dez ou doze. Mas é impossível falar, porque não sabemos se haverá alguma complicação”, explicou.

Mega-Sena sorteia hoje prêmio acumulado de R$ 75 milhões

Histórico de problemas de saúde

Bolsonaro possui histórico de diversas cirurgias e procedimentos médicos desde o atentado a faca sofrido durante a campanha eleitoral de 2018.

O ex-presidente completará 71 anos na próxima semana.

Boletim médico

Em nota oficial, o Hospital DF Star informou que o paciente permanece sob cuidados intensivos.

“O hospital DF Star informa que o ex-presidente Jair Messias Bolsonaro permanece internado na Unidade de Terapia Intensiva em tratamento de pneumonia bacteriana bilateral decorrente de episódio de broncoaspiração. Encontra-se estável clinicamente, porém apresentou piora da função renal e elevação dos marcadores inflamatórios. Mantém o tratamento com antibióticos e hidratação por via endovenosa, fisioterapia respiratória e motora, além das medidas de prevenção de trombose venosa. Não há previsão de alta da UTI neste momento”, diz o boletim.