A participação histórica do Brasil no esqui alpino masculino dos Jogos de Inverno de Milão-Cortina 2026, na Itália, chegou ao fim nesta segunda-feira (16), com as disputas do slalom. Ouro na versão gigante, Lucas Pinheiro Braathen caiu na primeira das duas descidas e ficou fora da briga por medalha. O mesmo ocorreu com Christian Soevik. O único brasileiro a completar a prova foi Giovanni Ongaro, que terminou na 27ª colocação, melhor resultado do país na disciplina.
Na quarta-feira (18), a partir das 6h (horário de Brasília), o Brasil volta à pista no esqui alpino feminino com a carioca Alice Padilha, de 18 anos, mais jovem integrante da delegação verde e amarela na competição.
Quedas tiram favoritos da disputa
No slalom, os atletas enfrentam duas descidas em um percurso com mastros fincados na neve, chamados de “portas”, separados por cerca de 13 metros. Vence quem obtiver a menor somatória de tempo nas duas passagens.
Após conquistar o ouro no slalom gigante no último sábado (14), Lucas retornou a Bormio, nos Alpes italianos, como um dos favoritos. O esquiador nascido em Oslo, na Noruega, e que desde 2025 representa o Brasil, acabou se complicando com a neve intensa e a baixa visibilidade, caindo na metade do percurso.
“Eu e o Brasil não estávamos aqui nos Jogos Olímpicos de Inverno só para participar. Estávamos aqui para fazer a diferença, trazer nossas cores, outra mentalidade, outra cultura e celebrar essa diversidade do Brasil e do esporte”, afirmou Lucas ao Comitê Olímpico do Brasil (COB).
Christian Soevik, também filho de mãe brasileira e pai norueguês, mas natural do Rio de Janeiro, teve estreia olímpica interrompida após perder o equilíbrio ainda na primeira descida.
Nicole Silveira faz melhor marca do Brasil
Giovanni Ongaro registra melhor marca brasileira
Entre os 96 atletas inscritos, apenas 44 concluíram a primeira parte da prova. Giovanni foi um deles, registrando 1min04s66 na descida inicial. Na segunda, melhorou o desempenho com 1min02s21, totalizando 2min06s87 e garantindo o 27º lugar.
O resultado supera o 39º lugar obtido por Maya Harrison nos Jogos de Sochi 2014, até então a melhor marca brasileira na disciplina. “A segunda descida foi boa e fiquei feliz por ela. Agora vou celebrar com minha família e os fãs brasileiros e italianos”, disse Giovanni ao COB.
A medalha de ouro ficou com o suíço Loic Meillard, que já havia sido terceiro no slalom gigante. A prata foi do austríaco Fabio Gstrein e o bronze do norueguês Henrik Kristoffersen.
Brasil estreia no bobsled 2-men
Também nesta segunda-feira, o Brasil iniciou participação no bobsled 2-men com Edson Bindilatti e Luís Bacca. Após duas descidas, a dupla soma 1min53s76 e ocupa a 24ª posição. A liderança é dos alemães Johannes Lochner e Georg Fleischhauer, com 1min49s90.
A terceira descida ocorre nesta terça-feira (17), às 15h (horário de Brasília). Para disputar a quarta bateria, os brasileiros precisam alcançar pelo menos o 20º lugar. Edson destacou que a equipe avalia ajustes técnicos e vê a disputa como preparação para o 4-man, que será realizado nos dias 21 e 22.





