“A reforma da PR-280 é crucial para o desenvolvimento da região”, diz Guerra

As obras de recuperação da rodovia PR-280, que praticamente cruza o Sudoeste, já estão em andamento. Para o deputado estadual Luiz Fernando Guerra (PSL), a obra é fundamental para o desenvolvimento da região. “Você vai dar segurança, trafegabilidade, e acima de tudo você vai evitar com que vidas sejam ceifadas. É também uma questão de escoamento de produção, a 280 não escoa só as nossas riquezas, mas também do Mato Grosso, de outros estados da federação. Eu vejo como um verdadeiro corredor, extremamente necessário para o desenvolvimento do Paraná”, disse o deputado em entrevista ao Diário do Sudoeste neste quinta-feira (4), quando esteve em Pato Branco.

A empresa que venceu a licitação está trabalhando no trecho de aproximadamente 60 Km, que liga o município de Palmas até o chamado trevo do Horizonte, um dos pontos mais críticos da rodovia. Segundo o deputado, a obra é pioneira ao ser a primeira rodovia estadual construída em concreto.

O contrato determina a conclusão da obra em até 15 meses, porém, Guerra informou que há um indicativo por parte da empresa de que o trecho pode ser entregue em junho de 2022. A aplicação do concreto deve acontecer já na primeira quinzena de novembro. “É uma obra relativamente rápida, a usinagem, o britador já estão no local. Teve um entrave para iniciar a obra por conta da liberação de licenças, o que é natural, mas o importante é que a obra efetivamente já começou”, disse.

O investimento na reconstrução da rodovia é de mais de R$ 100 milhões. O Estado também deve realizar obras para a melhoria do tráfego nos demais trechos, até próximo ao município de Realeza. Deverão ser feitas ampliações de terceiras faixas, entre outras obras.

Francischini

Em outubro o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) cassou o mandato do deputado estadual Fernando Francischini (PSL), eleito em 2018, por divulgar notícias falsas a respeito da urna eletrônica. A informação foi divulgada em uma live do deputado no dia da eleição, segundo o TSE. Outros três deputados também perderam seus mandatos por conta da decisão: Do Carmo, Emerson Bacil e Cassiano Caron.

A decisão reduziu pela metade a bancada do PSL na assembleia, que passou de oito para quatro representantes. Permaneceram Luiz Fernando Guerra, Coronel Lee, Delegado Fernando e Ricardo Arruda.

Guerra comentou o afastamento de Francischini: “Decisão judicial não se discute, se cumpre. Vejo que é uma decisão pioneira, trazendo talvez até um pouco de insegurança jurídica, uma vez que trata-se do parlamentar mais votado do estado. Eu entendo que a justiça está dando um recado, que não vai mais permitir que nenhuma ilegalidade, nenhuma arbitrariedade, nenhum abuso, ou afronta a legislação eles serão coniventes. Isso mostra uma mudança de conceito por parte do judiciário, com relação a todos os políticos com mandato ou não, que querem pleitear um cargo na eleição de 2022”.

A decisão cabe recurso no STF, e Guerra avalia que um ponto central do recurso possa ser a questão da inelegibilidade. “Acho extremamente agressiva essa penalidade. Cassar um diploma é uma coisa, agora tornar inelegível o deputado mais votado na história do Paraná? Se obteve benefício com o vídeo publicado 20 minutos antes? Não vou entrar no mérito. Mas isso mostra que vai ter uma mudança de paradigma com relação as decisões judiciais em 2022”, analisa.

Coeficiente

Guerra também esclarece que a cassação de Francischini não compromete o seu mandato, por conta do coeficiente eleitoral. “O coeficiente da eleição de 2018, somando todos os votos do Francischini e de todos da coligação do PSL, se não me falha a memória, fica em torno de 808 mil votos. Quando você tira os cerca de 400 mil votos do Fernando Francischini, tira os 13 mil votos do subtenente Everton, que também foi cassado, subtrai desses 808 mil, fica numa conta de cerca de 360 mil votos. Com isso o coeficiente muda, não é mais 105, cai pra 97. Então se você dividir esses 360 por 97 você vai ter 3.7 cadeiras. Então 3 cadeiras cheias, e 0,7 na sobra do cômputo geral. Então quais são as três cadeiras cheias? Os mais votados na coligação. Neste ponto eu sou o terceiro, então não afetaria. Mas nós do PSL fizemos a quarta cadeira com a sobra do 0,7. Então ficaram garantidas as quatro cadeiras”, detalhou o deputado.

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