O presidente da Assembleia Legislativa do Paraná (Alep), deputado Alexandre Curi (PSD), esteve nesta quinta-feira (28) em Medianeira, onde participou de uma reunião com prefeitos e lideranças que integram o Conselho de Desenvolvimento dos Municípios Lindeiros ao Lago de Itaipu.
Durante o encontro, Curi ressaltou a capacidade de investimento do Governo do Estado e reforçou a necessidade de que os gestores municipais priorizem a elaboração de projetos, especialmente nas áreas de pavimentação urbana e rural.
“A burocracia não pode travar investimentos. Só neste ano, a Assembleia vai devolver cerca de R$ 550 milhões ao Estado, e todo o valor será aplicado em obras e programas nos municípios, conforme compromisso assumido pelo governador Ratinho Junior”, destacou o parlamentar.
Parceria público-privada e obras de infraestrutura
Curi salientou que a parceria entre o setor público e a iniciativa privada tem sido fundamental para acelerar obras estruturais no Paraná. Como exemplo, citou o anteprojeto executivo para revitalização das PRs 495 e 497, que atravessam os municípios lindeiros e foi doado por empresários da região.
“O projeto já foi aprovado pelos técnicos do Estado, e a licitação deve ser aberta nos próximos meses. Essa cooperação reduz o tempo de execução e garante que obras importantes saiam do papel”, afirmou.
Audiência pública sobre terras indígenas no Oeste
Durante a reunião, Curi também anunciou que a Alep pretende realizar uma audiência pública para debater a questão das terras indígenas no Oeste do Paraná. A data ainda será definida.
Segundo o deputado, embora o tema esteja em análise no Supremo Tribunal Federal (STF) e seja de competência federal, é essencial que o Legislativo estadual contribua com o debate.
“Faço questão dessa audiência, que será aberta para ouvir a todos. Depois, vamos levar um relato aos ministros Dias Toffoli e Edson Fachin, que tratam da matéria. É importante que o STF conheça a visão de todas as partes envolvidas em temas sensíveis”, ressaltou, lembrando que esteve recentemente no Supremo em defesa das APAEs, para evitar cortes de recursos destinados às escolas especializadas do Paraná.
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