Captura de Nicolás Maduro pelos EUA durou 47 segundos

O governo dos Estados Unidos informou que a captura do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, durou 47 segundos. O tempo foi citado pelo presidente americano, Donald Trump, ao relatar o momento em que soldados norte-americanos romperam a porta de aço do quarto seguro que o líder venezuelano tentou acessar durante a ação.

As informações oficiais sobre a operação são limitadas e foram divulgadas principalmente por Trump e pelo chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas dos Estados Unidos, o general Dan Caine. Batizada de Operação Determinação Absoluta, a ação foi descrita como o desfecho de uma operação militar sem precedentes, que vinha sendo planejada havia meses na região do Caribe.

Planejamento e início da operação

Segundo o general Caine, as forças americanas aguardavam havia semanas uma janela favorável nas condições climáticas do Caribe para executar a ofensiva. A ordem final foi dada por Trump na sexta-feira, dia 2, às 22h46 no horário da Flórida. No mesmo momento, eram 23h46 em Caracas e 0h46 em Brasília.

A mobilização envolveu um contingente de cerca de 150 aeronaves partindo de 20 pontos diferentes. Entre os meios empregados estavam o maior porta-aviões do mundo, o USS Gerald Ford, e o navio de assalto anfíbio USS Iwo Jima, que desempenhou papel central na operação.

Ataques iniciais e corredor aéreo

De acordo com Caine, a primeira onda de ataques contou com caças F/A-18 decolando do Gerald Ford, além de caças F-22 e bombardeiros estratégicos B-1B vindos de bases nos Estados Unidos. A missão era abrir um corredor aéreo direto do Caribe até Caracas. Imagens gravadas em Porto Rico, base logística da operação, também mostraram a mobilização de caças F-35 e do drone furtivo RQ-170.

A reação das forças venezuelanas foi descrita como mínima, o que levantou suspeitas sobre a existência de algum tipo de acordo prévio entre militares do país e o governo Trump para facilitar a entrega de Maduro. Ainda assim, ataques coordenados atingiram pelo menos cinco pontos em três estados venezuelanos.

Entrada das forças especiais em Caracas

Com a supressão das defesas aéreas, realizada com drones e aeronaves de guerra eletrônica EA-18G Growler, helicópteros com tropas de elite avançaram em direção à capital. Helicópteros MH-60 Seahawk e CH-47 Chinook foram vistos voando a baixa altitude enquanto bombas atingiam alvos estratégicos.

Às 2h01 no horário local, soldados da Delta Force, unidade de elite do Exército dos EUA, entraram no bunker onde Maduro se encontrava. Trump afirmou ter acompanhado toda a operação em tempo real. O presidente venezuelano tentou alcançar um quarto seguro, mas foi rendido em 47 segundos. Segundo Caine, houve intensa troca de tiros, sem registro de feridos graves entre os americanos.

Exfiltração e desfecho da ação

Pouco depois, Maduro e sua esposa foram colocados em um helicóptero com destino ao USS Iwo Jima. Em imagem divulgada por Trump, o líder venezuelano aparece algemado, vestindo abrigo esportivo, óculos escuros e abafadores de ouvido. O pouso no navio ocorreu às 3h29 no horário americano, ou 5h29 em Brasília.

A operação, classificada como exfiltração de alvos no jargão militar, não foi considerada uma invasão em larga escala, apesar do volume de forças empregadas. Segundo Caine, apenas um helicóptero foi atingido por disparos, mas conseguiu permanecer em condições de voo. Ainda não há informações oficiais sobre o número de militares ou civis venezuelanos mortos ou feridos.

A mobilização, iniciada em agosto, foi descrita como a maior já realizada pelos Estados Unidos na América Latina, superando operações anteriores em termos de poder de fogo e complexidade logística. O centro de apoio foi Porto Rico, onde a antiga base de Roosevelt Roads voltou a operar como ponto estratégico para aeronaves de combate, transporte, reabastecimento e espionagem.