O Paraná sedia pela primeira vez uma das competições de endurance mais conhecidas do mundo: o Ironman 70.3. A prova acontece neste domingo (8), em Curitiba, com chegada no Parque Barigui, um dos principais cartões postais da capital paranaense. A programação do evento já movimenta a cidade desde os dias que antecedem a disputa.
Até este domingo ocorre a entrega dos kits aos participantes no Centro de Eventos Positivo, localizado dentro do próprio Parque Barigui. O espaço também reúne expositores com produtos e marcas ligadas ao universo do triatlo e das atividades esportivas. A expectativa é reunir cerca de 1,5 mil atletas vindos de diferentes regiões do Brasil e do exterior.
Além da competição esportiva, o evento também impulsiona o turismo na capital paranaense. Segundo os organizadores, cada atleta deve vir acompanhado de pelo menos quatro pessoas, o que representa quase 8 mil visitantes hospedados em Curitiba por cerca de quatro dias.
Prova conecta diferentes pontos de Curitiba
O trajeto do Ironman 70.3 foi planejado para conectar diferentes pontos da capital e oferecer um percurso técnico e veloz. Ao todo, os atletas percorrerão 70,3 milhas, o equivalente a aproximadamente 113 quilômetros.
A competição começa com a etapa de natação na Represa do Passaúna, localizada a cerca de 12 quilômetros do centro de Curitiba. O local é um importante ponto de abastecimento de água da cidade e também é conhecido pela prática de esportes náuticos.
Após a natação de 1,9 km, os triatletas seguem para a etapa de ciclismo, com um percurso de 90 quilômetros. O trajeto exige resistência e velocidade dos competidores.
Por fim, a prova termina com a corrida de 21,1 quilômetros, equivalente a uma meia maratona. A linha de chegada está concentrada no Parque Barigui, onde também ocorre grande parte da estrutura do evento.
Evento deve gerar impacto econômico de R$ 27 milhões
De acordo com a organização, atletas de todos os estados brasileiros estão inscritos na competição. Além disso, participantes de 13 países e de mais de 250 cidades também confirmaram presença.
A expectativa é que a programação movimente cerca de R$ 27,3 milhões na economia do Paraná. O impacto inclui gastos com hospedagem, alimentação, transporte e turismo durante o período do evento.
“Trata-se de uma das maiores competições esportivas do mundo, trazendo muitos visitantes de fora ao Estado. Quando integramos entretenimento e turismo em uma única experiência, conseguimos divulgar o destino e promover os serviços do setor, porque esses competidores também vão se hospedar em hotéis, visitar restaurantes e girar a economia”, afirmou Irapuan Cortes, diretor-presidente do Viaje Paraná.
Evento integra os Jogos de Aventura e Natureza
Segundo o diretor de Inovação e Desenvolvimento da Secretaria de Estado do Esporte, Tiago Campos, o Ironman 70.3 faz parte da programação dos Jogos de Aventura e Natureza. A iniciativa busca estimular o turismo esportivo e fortalecer a economia local.
“Durante a prova, os participantes irão nadar, pedalar e correr em cenários que destacam a paisagem da capital e da região metropolitana, consolidando o estado como destino para grandes eventos esportivos”, destacou.
O secretário estadual do Turismo, Leonaldo Paranhos, também ressaltou o potencial do Paraná para receber competições internacionais. Segundo ele, o evento funciona como uma vitrine para os destinos turísticos do estado.
“É uma vitrine, porque, além de Curitiba e suas diversas áreas verdes e de lazer, o Estado como um todo tem muitos locais preparados para recepcionar competições internacionais desse porte”, afirmou.
Turistas e atletas aproveitam para conhecer o Paraná
Entre os atletas inscritos está o triatleta olímpico Reinaldo Colucci, que veio do interior de São Paulo e visita Curitiba pela primeira vez. O competidor participou das Olimpíadas de Londres e Pequim e já disputou duas edições do Ironman.
“Eu já competi várias vezes no Litoral do Paraná, mas em Curitiba é a primeira vez. Vou permanecer no Estado uma semana a mais porque tenho outras competições por aqui. Minha esposa e minha filha vieram comigo, então vamos aproveitar para conhecer alguns lugares que me recomendaram”, relatou.
Outro participante, o advogado e contador Jader Augusto Nacur, também destacou a experiência de competir na própria cidade. “É a primeira vez que participo do Ironman 70.3. Fazer a prova em Curitiba, que é a minha casa, é fenomenal, porque conseguimos fazer uma troca cultural e de experiências com quem é de fora”, afirmou.
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Evento apresenta atrações turísticas do Paraná
O Viaje Paraná mantém um estande no Parque Barigui para apresentar destinos turísticos do estado aos atletas e visitantes. Entre as atrações está um simulador de paraglider, que permite ao público experimentar virtualmente o voo livre sobre o parque.
Segundo Márcio André Lichtnow, da Vento Norte Paragliders, a atividade busca divulgar o turismo de aventura no estado. “Trouxemos esse simulador para convidar o pessoal a voar pelo Paraná. Combina com o público da feira, porque é um esporte de aventura, na natureza, que chama muita atenção”, explicou.
Entre os locais indicados para a prática de voo livre no Paraná estão Campo Largo, Tibagi e Terra Rica, conhecida como a capital paranaense do paraglider.
Competição exige meses de preparação dos atletas
Criado na década de 1970, o Ironman se tornou uma das competições mais exigentes do esporte mundial. A prova é conhecida pelo alto nível de resistência física e mental exigido dos participantes.
Para completar o percurso, muitos atletas passam meses ou até anos em preparação. A etapa disputada em Curitiba é conhecida como “meio Ironman”, com metade da distância do Ironman Full.
Segundo Carlos Galvão, diretor-geral do Ironman Brasil há 26 anos, a realização da prova em Curitiba reforça o potencial da cidade para receber grandes eventos esportivos internacionais.
“Estamos animados em colocar Curitiba e o Paraná no cenário mundial do triatlo. A cidade é muito receptiva e percebemos isso na qualidade do atendimento e dos serviços ao longo dos dias. O Ironman transcende a esfera esportiva e também movimenta o turismo”, afirmou.





