Curitiba deve ganhar, até o final de março, um hospital de transição voltado ao atendimento de pacientes que já passaram por tratamentos de alta complexidade, mas que ainda necessitam de cuidados médicos e acompanhamento multiprofissional antes de retornar para casa.
O novo centro médico ficará localizado no bairro Rebouças e contará com 60 leitos e quatro centros cirúrgicos. A unidade será operada pelo grupo Royal Care, que já possui hospitais em cidades como Vitória (ES) e São José dos Campos (SP).
De acordo com Sergio Zimmermann, diretor executivo da Estruturar Imóveis Comerciais, empresa responsável pela viabilização do empreendimento, o conceito do hospital busca oferecer uma recuperação mais humanizada.
“O hospital tem um conceito bastante humanizado, tirando o paciente da alta complexidade para aproximá-lo dos familiares e fazer uma transição segura para casa”, explica.
O que é um hospital de transição
Hospitais de transição são instituições especializadas no cuidado de pacientes que já receberam alta de hospitais tradicionais ou de unidades de terapia intensiva (UTI), mas que ainda necessitam de acompanhamento médico, reabilitação ou cuidados paliativos.
Esse modelo de atendimento é indicado para pessoas que estão se recuperando de doenças graves, cirurgias ou traumas, mas que ainda precisam de assistência clínica contínua antes de retornar ao ambiente doméstico.
Entre os casos mais comuns estão pacientes que sofreram Acidente Vascular Cerebral (AVC), fraturas graves, cirurgias complexas ou que convivem com doenças crônicas que exigem acompanhamento intensivo.
O objetivo principal desse tipo de hospital é promover a recuperação funcional do paciente, preparando-o gradualmente para retomar a rotina em casa com segurança.
Estrutura prioriza cuidado humanizado
Diferentemente de hospitais convencionais, os hospitais de transição costumam ter uma estrutura mais acolhedora e voltada ao bem-estar dos pacientes.
O atendimento é realizado por uma equipe interdisciplinar formada por médicos, enfermeiros, fisioterapeutas, nutricionistas, psicólogos e outros profissionais da saúde, que atuam de forma integrada no processo de recuperação.
Outro diferencial é a possibilidade de visitas mais flexíveis, permitindo maior proximidade entre pacientes e familiares durante o período de recuperação.
Além disso, em alguns casos, os pacientes também podem receber a visita de animais de estimação, prática conhecida como terapia assistida por pets, que contribui para o bem-estar emocional.
Os pacientes permanecem monitorados 24 horas por equipes especializadas, garantindo segurança durante todo o período de internação.
Transição prepara retorno para casa
Durante a internação, familiares e pacientes recebem orientações da equipe de saúde para que estejam preparados para os cuidados domiciliares após a alta.
Esse processo busca reduzir o tempo de permanência hospitalar, diminuir o risco de reinternações e melhorar a qualidade de vida dos pacientes.
A transferência para o hospital de transição normalmente ocorre após recomendação do médico responsável ou mediante contato da família com a operadora do plano de saúde.
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Curitiba já possui modelo semelhante no SUS
Em Curitiba, o Pequeno Cotolengo já oferece atendimento semelhante para pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS). A instituição conta com duas unidades hospitalares que somam 58 leitos de cuidados prolongados.
O serviço é voltado à recuperação clínica e funcional de pessoas com perda temporária ou permanente de autonomia, que já não necessitam de atendimento hospitalar em estágio agudo.
Esses leitos oferecem atendimento gratuito com foco em reabilitação, avaliação clínica e recuperação da autonomia dos pacientes.





