Dois Vizinhos realiza campanha sobre a Hanseníase

Durante séculos, a hanseníase foi cercada por medo, desinformação e preconceito. Conhecida antigamente como “lepra”, a doença era associada a castigos divinos e isolamento social, especialmente em períodos históricos em que pessoas acometidas eram afastadas do convívio da sociedade.

Atualmente, o cenário é diferente. A hanseníase tem cura, conta com tratamento gratuito pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e não exige isolamento do paciente. O principal desafio ainda é combater o estigma e ampliar o diagnóstico precoce.

O que é hanseníase e como ocorre a transmissão

A hanseníase é uma doença infecciosa causada pela bactéria Mycobacterium leprae. Ela atinge principalmente a pele e os nervos periféricos, podendo provocar alterações de sensibilidade e, quando não tratada, complicações neurológicas.

A transmissão ocorre por meio de contato próximo e prolongado com pessoa doente que ainda não iniciou o tratamento. A doença não é transmitida por aperto de mão, abraço rápido ou compartilhamento eventual de objetos. Após o início da medicação, o paciente deixa de transmitir a bactéria.

Sinais e sintomas que exigem atenção

O diagnóstico precoce é fundamental para evitar sequelas permanentes. Entre os principais sinais de alerta estão manchas na pele esbranquiçadas, avermelhadas ou amarronzadas, acompanhadas de alteração de sensibilidade, como dormência ou formigamento.

Também podem ocorrer perda de sensibilidade ao calor, frio, dor ou tato, sensação de choques em mãos e pés, diminuição de força muscular, presença de nódulos pelo corpo e espessamento de nervos, causando dor ou perda de sensibilidade.

Um indicativo importante é a chamada “mancha que não sente”. Quando ao toque, ao estímulo com objeto pontiagudo leve ou a temperaturas diferentes a pessoa não percebe normalmente, é necessário buscar avaliação médica em uma Unidade Básica de Saúde.

Diagnóstico é clínico e tratamento é gratuito pelo SUS

O diagnóstico da hanseníase é clínico, realizado por profissionais capacitados na rede pública de saúde. Na maioria dos casos, não é necessário exame complexo, pois a avaliação da pele e da sensibilidade já permite identificar a doença.

O tratamento é feito com antibióticos específicos, fornecidos gratuitamente pelo SUS, com duração que varia de seis a 12 meses, conforme a forma da doença. Após iniciar a medicação, o paciente não precisa ser isolado e pode trabalhar, estudar e conviver normalmente.

Perimetral Verde e Amarela em Coronel vivida terá continuidade

Combate ao preconceito é desafio atual

Historicamente, a hanseníase foi uma das doenças mais estigmatizadas. No passado, pessoas eram segregadas em leprosários e privadas da convivência social.

Com o avanço científico, ficou comprovado que a doença possui tratamento eficaz e baixa transmissibilidade quando acompanhada adequadamente. Hoje, o maior desafio está na superação do preconceito e na disseminação de informação correta.

A Secretaria Municipal de Saúde reforça que qualquer pessoa com sinais suspeitos deve procurar a Unidade Básica de Saúde mais próxima. A avaliação é simples, gratuita e pode evitar complicações.

Hanseníase tem cura. O diagnóstico precoce evita sequelas e a informação é a principal ferramenta para combater a discriminação.