Um levantamento divulgado em 2025 pela Gambling Commission do Reino Unido apresenta dados atualizados sobre a relação de adolescentes com apostas e jogos digitais em ambientes online. O estudo reúne informações sobre exposição, participação e percepção de risco entre jovens de 11 a 17 anos.
Foram ouvidos 3.666 estudantes de escolas públicas e privadas da Inglaterra, Escócia e País de Gales. O questionário foi aplicado de forma online no primeiro semestre de 2025, o que permite a comparação com edições anteriores. A pesquisa analisou tanto o envolvimento direto com apostas quanto o contato com publicidade relacionada ao setor.
Participação declarada permanece minoritária
Segundo os dados, 30% dos adolescentes afirmaram ter utilizado dinheiro próprio em alguma atividade ligada a jogos digitais nos 12 meses anteriores ao levantamento. O percentual variou em relação ao ano anterior e foi mais frequente entre meninos.
Parte do resultado está associada ao acesso a conteúdos digitais não regulamentados e a ambientes online de fácil alcance. Quando considerados apenas formatos regulamentados, o índice é mais restrito e se mantém estável ao longo das edições, sobretudo quando excluídas atividades permitidas legalmente a menores em situações específicas.
A maior parte dos adolescentes relatou contato semanal com anúncios de apostas. Redes sociais, plataformas de vídeo e aplicativos digitais foram os meios mais citados. Transmissões esportivas online também aparecem como canais recorrentes de exibição de publicidade.
Indicadores de risco permanecem em níveis reduzidos
Entre os jovens que relataram algum tipo de aposta, o entretenimento foi a motivação mais mencionada. Os indicadores de comportamento problemático permaneceram baixos.
Cerca de 1,2% dos participantes apresentaram pontuação compatível com problemas relacionados ao jogo. Outros 2,2% foram classificados em situação de risco. A maioria não demonstrou sinais desse tipo de comportamento, embora o estudo recomende acompanhamento contínuo.
Contexto brasileiro e medidas de proteção
No Brasil, levantamentos institucionais indicam perfil distinto entre usuários de plataformas de apostas, com predominância de adultos, especialmente na faixa entre 25 e 40 anos. Jogos como Mines estão entre os mais reconhecidos por esse público, sem direcionamento a menores.
Dados do setor apontam que o chamado jogo da bombinha aparece entre os crash games mais conhecidos, ao lado de títulos como Aviator e Spaceman. O Mines utiliza uma lógica baseada em escolhas sucessivas e atenção ao risco, característica associada a jogos de raciocínio já difundidos antes da popularização dos dispositivos móveis.
A expansão do mercado regulado no país tem sido acompanhada por exigências voltadas à responsabilidade. Entre as medidas estão verificação etária, restrições de comunicação e proibição de oferta de apostas em ambientes frequentados por crianças e adolescentes. A proposta é reduzir a exposição precoce e alinhar o setor a práticas de proteção adotadas em outros países.





