O Ibovespa fechou em alta de 1,32%, aos 141.049,20 pontos, nesta quinta-feira (28). O Ibovespa futuro com vencimento em outubro avançou 1,73%, para 143.770 pontos, com giro financeiro de R$ 16,8 bilhões.
O desempenho foi impulsionado por três fatores principais:
- cenário eleitoral de 2026, com pesquisa mostrando Tarcísio de Freitas à frente do presidente Lula em um eventual 2º turno;
- expectativas de corte de juros nos Estados Unidos;
- e a megaoperação “Carbono Oculto”, deflagrada na Faria Lima contra fraudes bilionárias no setor de combustíveis.
Nos EUA, os principais índices também fecharam em alta, repercutindo o avanço do PIB do 2º trimestre, que cresceu 3,3%, acima das projeções de 3,1%.
Pesquisa eleitoral e reflexos no mercado
A pesquisa Atlas Intel/Bloomberg News mostrou que o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), venceria Lula no segundo turno por 48,4% a 46,6%. O levantamento também apontou queda na aprovação do presidente, que caiu de 50,2% em julho para 47,9% em agosto.
Para analistas, o cenário eleitoral tem sido interpretado pelo mercado como positivo para ativos brasileiros, aumentando o fluxo de capital para a Bolsa.
Operação Carbono Oculto: impacto no setor de combustíveis
Outro fator que marcou o pregão foi a deflagração da megaoperação Carbono Oculto, a maior já realizada no País contra o crime organizado em termos de cooperação institucional.
A ação mobilizou 350 servidores da Receita Federal e contou com apoio do MP-SP, Gaeco, PF, Polícias Civil e Militar, Sefaz-SP, ANP e PGE-SP. Foram cumpridos mandados em 8 estados (SP, ES, PR, MS, MT, GO, RJ e SC) em cerca de 350 alvos, com bloqueio judicial de mais de R$ 1 bilhão em bens.
O esquema envolvia sonegação, adulteração de combustíveis, lavagem de dinheiro por fintechs e fundos de investimento. As empresas ligadas ao setor reagiram positivamente, com valorização das ações de distribuidoras:
- Ultrapar (UGPA3): +8,50% (R$ 20,02)
- Vibra (VBBR3): +4,75% (R$ 24,25)
- Raízen (RAIZ4): +2,83% (R$ 1,09)
- Cosan (CSAN3): +2,5% (R$ 5,72)
Segundo analistas, a operação reduz a concorrência desleal e favorece os grandes players do setor.
Dólar, juros e cenário internacional
O dólar comercial fechou em queda de 0,18%, a R$ 5,4060, acompanhando o otimismo externo. As taxas de contratos futuros de Depósitos Interfinanceiros (DI) também recuaram, refletindo a pesquisa eleitoral, o IGP-M de agosto (+0,36%) e sinais de desaceleração da economia.
Nos EUA, além do PIB, os investidores aguardam a divulgação do PCE (gastos com consumo pessoal), indicador de inflação, previsto para esta sexta-feira (29).
Principais índices em Nova York após o fechamento:
- Dow Jones: +0,16% (44.636,90 pontos)
- Nasdaq 100: +0,53% (21.705,15 pontos)
- S&P 500: +0,32% (6.501,86 pontos)
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