Nos últimos quatro anos, o Sul do Mato Grosso do Sul e partes do Paraná tornaram-se um laboratório a céu aberto para pesquisas sobre solos, usos agropecuários e suas interações com água, clima e florestas. Essas investigações integram o programa Ação Integrada de Água e Solo (Aisa), que reúne instituições como Itaipu Binacional, Embrapa, Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Paraná, IDR-Paraná, Esalq/USP e Faped. Nos dias 8 e 9 de abril de 2025, o II Workshop Aisa, em Foz do Iguaçu, apresentará resultados preliminares no Cineteatro Barrageiros, na Itaipu, das 8h30 às 18h30.
Parceria e Objetivos do Programa Aisa
O programa Aisa mobiliza mais de 400 profissionais em regiões como Oeste, Noroeste e Centro do Paraná, além do Sul do Mato Grosso do Sul, focando nas bacias hidrográficas que alimentam o reservatório da Usina de Itaipu. Carlos Carboni, diretor de Coordenação da Itaipu, destaca que a iniciativa, parte do programa Itaipu Mais que Energia, beneficia 35 municípios sul-mato-grossenses e paranaenses. “As práticas agrícolas sustentáveis, como rotação e diversificação de culturas, comprovam ganhos ambientais e econômicos, reduzindo perdas de solo, água e fertilizantes”, afirmou.
O Aisa visa transferir conhecimento aos produtores, qualificar recursos humanos e subsidiar políticas públicas e manejo sustentável. Hudson Lissoni Leonardo, gestor do programa na Itaipu, explica que os dados aprimoram a modelagem hidrológica, essencial para prever a vazão de água no reservatório e planejar ações socioambientais.
Resultados Preliminares do Workshop
A Embrapa, com unidades como Solos, Soja, Agropecuária Oeste e Florestas, trará avanços significativos. A Embrapa Solos apresentará o mapeamento digital de solos e o Índice de Dissipação de Erosividade (IDE), enquanto a Embrapa Agropecuária Oeste foca em monitoramento inovador da qualidade do solo. “Combinamos análises detalhadas e simplificadas para diagnósticos acessíveis”, diz Michely Tomazi. Já a Embrapa Florestas integra solos, vegetação e água, e a Embrapa Soja destaca a diversificação de culturas como chave para resiliência climática, segundo Júlio Franchini.
A Esalq/USP contribuirá com modelagem de serviços ecossistêmicos hídricos, enquanto o IDR-Paraná apresentará projetos como rotação de culturas e plantio direto de hortaliças. A Faped, por sua vez, garante suporte logístico e transparência na gestão.
Benefícios para Hidrelétrica e Agropecuária
Para Itaipu, os dados refinam previsões hidrológicas e ações de conservação. Para o setor agropecuário, tecnologias como terraceamento e diversificação aumentam a lucratividade e a estabilidade em secas, melhorando a infiltração de água e reduzindo perdas. Isso também protege nascentes e rios, controlando assoreamento e poluição.
Acesse mais sobre agroecologia no site da Embrapa e informações da Itaipu em itaipu.gov.br. Confira políticas ambientais no portal do MMA.
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