Maduro é levado à “prisão dos famosos” em Nova York

Após ser capturado por militares dos Estados Unidos em Caracas, na Venezuela, no último sábado (3), o presidente venezuelano Nicolás Maduro passou a noite no Centro de Detenção Metropolitano (MDC, na sigla em inglês), em Nova York. A unidade prisional é conhecida internacionalmente como a “prisão dos famosos” por já ter abrigado diversas figuras públicas envolvidas em crimes de grande repercussão.

Localizado no distrito do Brooklyn, o MDC abriga mais de 1,3 mil detentos e é utilizado principalmente para presos que aguardam julgamento ou transferência para outras unidades federais. Segundo autoridades americanas, Maduro permanecerá detido enquanto responde às acusações de narcoterrorismo e tráfico internacional de drogas.

Julgamento pode começar na segunda-feira

De acordo com informações preliminares, o julgamento de Nicolás Maduro deve ter início já na segunda-feira (5). Caso seja considerado culpado, o líder venezuelano poderá ser condenado a uma pena que varia entre 20 anos de prisão e prisão perpétua, conforme a legislação penal dos Estados Unidos aplicada aos crimes imputados.

Além de Maduro, a primeira-dama da Venezuela, Cilia Flores, também foi detida durante a operação e levada ao mesmo centro de detenção, onde permanece sob custódia das autoridades americanas.

Como é o Centro de Detenção Metropolitano

Inaugurado no início da década de 1990, o Centro de Detenção Metropolitano de Nova York já chegou a abrigar cerca de 1.600 presos. Relatórios e depoimentos de ex-detentos descrevem o ambiente como precário e violento, com problemas estruturais e de segurança.

Ao longo dos anos, o local ganhou a reputação de ser um dos centros de detenção mais duros do sistema prisional federal, sendo chamado por alguns internos de “um inferno na Terra”.

Captura de Nicolás Maduro pelos EUA durou 47 segundos

Prisão já recebeu políticos, artistas e celebridades

O MDC ficou conhecido por receber réus e condenados de grande notoriedade. Entre os nomes que já passaram pelo local está Luigi Mangione, acusado de homicídio em primeiro grau, terrorismo, perseguição e porte ilegal de arma. Ele responde pelo assassinato de Brian Thompson, empresário do setor de planos de saúde, e está preso sem direito à fiança desde dezembro de 2024.

Outro caso de grande repercussão é o de Ghislaine Maxwell, apontada como principal cúmplice de Jeffrey Epstein em um dos maiores escândalos de abuso e exploração sexual de menores. Ela iniciou o cumprimento de sua pena no MDC antes de ser transferida para o Centro Correcional Federal de Tallahassee, onde deve permanecer presa até 2037.

No meio artístico, o rapper Fetty Wap também passou pela chamada prisão dos famosos. Ele foi detido em outubro de 2021, acusado de conspiração para distribuir substâncias controladas, e posteriormente transferido para a FCI Sandstone.

Outro nome conhecido é o do cantor e produtor musical R. Kelly, que iniciou sua detenção no MDC após ser preso em 2021. Condenado a 31 anos de prisão por crimes sexuais, ele deve permanecer encarcerado até dezembro de 2045.

Entre líderes políticos, o ex-presidente de Honduras Juan Orlando Hernández também esteve detido no centro. Condenado a 45 anos por conspiração para importar cocaína aos Estados Unidos, ele acabou sendo libertado após receber indulto concedido pelo presidente americano Donald Trump, em dezembro de 2025.

Mais recentemente, o produtor musical e rapper P. Diddy foi preso em setembro de 2025, acusado de tráfico sexual. Ele permanece detido no mesmo centro de detenção onde agora está Nicolás Maduro, aguardando o andamento de seu processo judicial.