O ministro da Educação, Camilo Santana, visitou nesta terça-feira (20) o canteiro de obras do Campus Arandu da Universidade Federal da Integração Latino-Americana (Unila), em Foz do Iguaçu, no Oeste do Paraná. O empreendimento é financiado pela Itaipu Binacional e executado por meio de acordo de cooperação com o Escritório das Nações Unidas de Serviços para Projetos (Unops).
Durante a agenda, o ministro acompanhou a evolução dos três edifícios que compõem a primeira etapa do campus: o restaurante universitário com biblioteca, o bloco de salas de aula e a torre administrativa. As estruturas apresentam ritmo acelerado de execução após a retomada das obras, paralisadas por cerca de uma década, e fazem parte de um dos maiores investimentos recentes em infraestrutura universitária federal no Paraná.
Parceria institucional acelera execução das obras
Durante a vistoria, Camilo Santana destacou a relevância da cooperação entre o Ministério da Educação, a Itaipu Binacional e organismos internacionais. Segundo o ministro, os investimentos realizados são fundamentais para o fortalecimento da educação pública e para a ampliação do acesso ao ensino superior de qualidade na região da Tríplice Fronteira.
Santana ressaltou ainda que a retomada do projeto representa a entrega de uma estrutura estratégica não apenas para Foz do Iguaçu, mas para o Paraná e para o Brasil. O campus deve consolidar a Unila como referência na formação acadêmica voltada à integração latino-americana.
Arquitetura de Niemeyer e impacto regional
O diretor-geral brasileiro da Itaipu, Enio Verri, afirmou que o Campus Arandu será um marco para a América Latina. Projetado por Oscar Niemeyer, o conjunto arquitetônico é considerado a última obra assinada pelo arquiteto e deve se tornar também um novo atrativo turístico para Foz do Iguaçu.
Além do impacto educacional e científico, Verri destacou que o empreendimento gera empregos diretos durante a execução e, após a conclusão, deverá integrar o circuito de grandes equipamentos públicos da cidade, ao lado das Cataratas do Iguaçu e da própria Itaipu Binacional.
Inclusão social e sustentabilidade no canteiro
A visita do ministro também incluiu diálogo com trabalhadores do canteiro de obras, vindos de diferentes regiões do país. O encarregado-geral Marcial Félix Santos, natural de Sergipe, relatou a importância de participar de um projeto com impacto educacional duradouro. Já o líder de equipe Felipe da Silva Santos Vasconcelos destacou a oportunidade de crescimento profissional proporcionada pela retomada das obras.
O gerente de projetos do Unops, Rafael Esposel, explicou que o canteiro segue diretrizes de inclusão social, com a contratação de mulheres e grupos prioritários. Entre as ações, está a incorporação de 40 egressos do sistema penal à força de trabalho, promovendo diversidade e reinserção social.
O projeto também adota critérios de sustentabilidade, como reaproveitamento de água da chuva, iluminação em LED e sistema de ar-condicionado com eficiência energética cerca de 40% superior ao previsto no projeto original.
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Cronograma e próximas entregas
As obras foram retomadas em 2025, com financiamento integral da Itaipu Binacional e acompanhamento técnico da Unila e do Ministério da Educação. A previsão é de conclusão de todo o conjunto em 2027. A primeira entrega, correspondente ao prédio do restaurante universitário e da biblioteca, está prevista para junho de 2026.
Participaram da visita autoridades como o diretor de Coordenação da Itaipu, Carlos Carboni; a reitora da Unila, Diana Araujo Pereira; o secretário de Educação Superior do MEC, Marcus Vinícius David, além de representantes das empresas responsáveis pela construção e fiscalização.
Visita ao campus Jardim Universitário
Após a agenda no canteiro de obras, Camilo Santana visitou o campus Jardim Universitário da Unila, imóvel adquirido com recursos da Itaipu após desapropriação por utilidade pública. No local, o ministro conversou com professores, servidores e estudantes, acompanhou atividades acadêmicas e visitou laboratórios da área da saúde.
Em uma das salas de aula, Santana conheceu um curso de licenciatura intercultural com a participação de estudantes indígenas do Brasil, Paraguai e Argentina. Representantes do grupo entregaram ao ministro uma carta com reivindicações relacionadas à permanência estudantil e à valorização da diversidade cultural. Ao final da visita, o ministro reforçou que o fortalecimento da Unila está alinhado ao compromisso do Brasil com a educação pública, a integração regional e a cooperação entre os povos da América Latina.





